Firefox Mobile pode chegar ainda esse mês

Por Guilherme Farias em 14 de dezembro de 2009

Navegação por abas e extensões também estão presentes nessa edição.
Após meses de desenvolvimento e várias falhas, tudo indica que a Fundação Mozilla finalmente vai apresentar sua primeira versão do navegador Firefox para dispositivos móveis.

Conforme o site V3.co.uk, um porta-voz da empresa afirmou que uma versão de testes será lançada até a próxima semana, e a versão final será liberada antes do fim do ano.

O software estará disponível inicialmente apenas nos aparelhos Nokia N900, que é um smartphone de última geração e utiliza o sistema operacional Maemo, baseado em Linux, e será capaz de executar cerca de 30 extensões do Firefox convencional, que já tem data marcada para a apresentação da versão 3.6.

De acordo com o site TechRadar , o aplicativo irá funcionar inclusive com navegação por abas e virá com barra de pesquisa rápida.

No entanto, o N900 não virá com o navegador pré-instalado, e os usuários terão que efetuar o download da instalação a partir de um desktop, como se fosse um pacote comum.

O porta-voz afirmou que a empresa está confiante de que esta abordagem irá funcionar.
Ao que tudo indica, as novas versões deste aparelho, bem como as próximas edições do sistema operacional Android, da Google, já virão com o navegador por padrão.
A Fundação Mozilla irá anunciar mais detalhes do software para plataforma móvel na próxima semana.

Internet Explorer 9 promete caça à raposa

Por Guilherme Farias em 29 de novembro de 2009

Tanto a Microsoft como a Mozilla vão usar o processador gráfico para acelerar o navegador. Resta saber se quem vai levar a melhor é o caçador ou a raposa.
A Microsoft publicou alguns vídeos sobre o Internet Explorer 9 em seu site Channel 9. Num deles, Dean Hachamovitch, gerente-geral para o Internet Explorer, e sua equipe demonstram o recurso de aceleração por hardware que deverá estar na próxima versão do navegador. Na tela, textos são redimensionados com perfeição de forma quase instantânea. Numa das demonstrações, os mapas do site Bing Maps rolam na tela continuamente como o cenário de um jogo 3D. Nem tudo que é visto numa demonstração se concretiza na vida real. Mesmo assim, o vídeo mostra que poderá haver algum avanço na experiência do internauta.

Internet Explorer 9: com aceleração por hardware, os mapas deslizam velozmente pela tela
Cabe perguntar: se os jogos usam aceleração por hardware há tantos anos, por que isso demorou tanto para chegar ao navegador. A turma de Redmond diz que esses recursos não foram implementados antes porque havia barreiras técnicas no caminho. Uma delas é que muitas páginas da web incluem conteúdo cuja apresentação não é controlada pelo browser. Um exemplo são as animações e filmes em Flash. Nesse caso, quem cuida da apresentação é o programa da Adobe. Agora, o grupo teria descoberto como contornar essas barreiras.

O fato é que as APIs (interfaces de programação) que permitem transferir o processamento 2D à placa gráfica são relativamente recentes. A Microsoft tem duas: Direct2D, para gráficos, e DirectWrite, para textos. Ambas estão presentes no Windows 7 e rodam também no Vista (mas não no XP). Além da aceleração por hardware, os planos da Microsoft para o IE9 incluem adesão mais ampla ao padrão HTML5. Também incluem um novo mecanismo de processamento de JavaScript, algo que parece ser uma resposta ao Chrome, geralmente visto como o rei do JavaScript.

Naturalmente, a turma da raposa não está dormindo. Bas Schouten, programador chefe da Mozilla, publicou um artigo em seu blog sobre a aceleração por hardware no Firefox. “Já temos condições de apresentar um Firefox em que a apresentação de páginas será totalmente feita via Direct2D. Ele fará uso intensivo da GPU. Até a interface com os usuários e os menus serão produzidos por ela”, diz Schouten. Ele também fornece algumas comparações de desempenho na apresentação de páginas em nove sites da web, com e sem aceleração por hardware. No Twitter, por exemplo, o tempo para exibir a página caiu para menos da metade com essa tecnologia. Já na Wikipedia não houve ganho significativo.

Outra pergunta óbvia é quando teremos esses novos navegadores. Mas isso ninguém diz com certeza. No caso da Microsoft, a expectativa do mercado é que o Internet Explorer 8 fique pronto em 2011. Christopher Blizzard, evangelista da Mozilla, escreveu no Twitter que ele aposta que o Firefox vai sair antes. Suponho que o Google também esteja desenvolvendo uma versão do Chrome com aceleração por hardware. Mas a turma de Mountain View costuma manter segredo sobre seus planos. E, ao que parece, não vai ser diferente nesta vez.

Mozilla Firefox cinco anos de mercado

Por Guilherme Farias em 16 de novembro de 2009

Conheça um pouco da história do navegador independente que se tornou o segundo mais popular da internet

Um navegador livre, multiplataforma e aberto à colaboração de centenas de usuários. Foi com essa proposta que, no dia 09 de novembro de 2004, era disponibilizado para download a primeira versão do Mozilla Firefox, desenvolvido pela Mozilla Foundation.

Embora independente, a plataforma logo de cara já conquistou muitos usuários. Nos primeiros 100 dias foram mais de 25 milhões de transferências, o suficiente para o aplicativo ganhar destaque na mídia e, claro, colocar em alerta a então líder absoluta Microsoft com seu Internet Explorer.

qual o Significado do Nome?
Antes de ser lançado o Firefox teve dois outros nomes: inicialmente se chamaria Phoenix e depois mudou seu nome para Firebird. Porém, devido ao fato de já haverem marcas homônimas registradas um terceiro nome foi escolhido: Mozilla Firefox.

Muitos nem imaginam, mas o termo “Firefox” na verdade, se refere a uma espécie de panda-vermelho. Sua semelhança com uma raposa e sua cor avermelhada fizeram com que ele ficasse conhecido também como raposa de fogo.

Segurança vs. inovações
Embora tenha se destacado desde o início por apresentar inovações em relação aos seus concorrentes, o fato de ser um aplicativo de código aberto e livre para aceitar complementos em add-ons tornou o navegador também um pouco mais vulnerável em relação à segurança de dados.

No entanto, ao que parece, a questão de personalização tem prevalecido na ferramenta. Atualmente já estão disponíveis centenas de plugins para as mais diversas funções. Muitos deles são desenvolvidos ou mesmo recomendados pela própria Fundação Mozilla.

Outras contribuições do Firefox para o mercado dos browsers incluem o já consagrado sistema de navegação por abas – que permite a abertura de diversas páginas em uma única janela do navegador – o bloqueio personalizado de pop-ups.

Suporte multiplataforma
O Mozilla Firefox funciona em diversos sistemas operacionais. Além dos tradicionais Windows, Mac OS X e Linux, o fato de o navegador ser de código aberto permitiu que muitos usuários desenvolvessem versões para outros sistemas operacionais não suportados originalmente pela Fundação.

Assim, o navegador é capaz de rodar no Solaris, FreeBSD, PC-BSD, NetBSD, OS/2 e AIX. O risco, nesse caso, fica por conta da utilização das extensões que, nem sempre funcionam de maneira correta ou têm suporte às versões não oficiais.

Firefox no mundo
Desde o seu lançamento, o Mozilla Firefox é o navegador que mais cresceu no mercado, conquistando usuários fiéis e tendo hoje uma parcela significativa no ranking de navegação. Estima-se hoje que 24% dos usuários da web prefiram ou utilizem o Firefox.

Se por um lado os números o colocam distante do líder Internet Explorer – que detém uma fatia de mercado de mais de 60% – por outro lado são suficientes para colocá-lo absoluto na segunda posição, já que todos os demais navegadores existentes somados não chegam sequer a 15%. Em alguns países como a Eslovênia ou a Finlândia, o uso do navegador já é adotado por 47% dos usuários.

A versão mais recente
Ainda em BETA, acabou de ser lançada a versão 3.6 do navegador. Diversos bugs da versão anterior foram corrigidos, deixando-o com inicialização e carregamento de abas mais rápidos. Outros atributos se referem a características não perceptíveis diretamente pelos usuários como melhor compatibilidade a CSS e suporte aprimorado para HTML 5, JavaScript e DOM.

O Personas, plugin desenvolvido para o Firefox visando a personalização do browser, agora passa a fazer parte do navegador; o MozOrientation permite uma maior interação entre o navegador e dispositivos que contam com acelerômetro interno.

O Futuro
Mais leveza na execução das tarefas, velocidade de navegação e possibilidades cada vez maiores de personalização parecem ser os caminhos que o browser pretende trilhar para aprimorar a experiência de navegação do usuário. É notável perceber o quanto o sistema avançou desde o seu lançamento, há apenas cinco anos, o que nos leva a crer que muitas novidades devem surgir nas próximas versões.

Mozilla critica o Chrome Frame

Por Guilherme Farias em 30 de setembro de 2009

Parece que não foi só a Microsoft que não gostou muito da ideia por trás do plug-in Chrome Frame para o Internet Explorer. Em um post no blog da Mozilla, Mike Shaver disse que colocar o Chrome Frame no IE não é uma boa ideia.

“Executar o Chrome Frame no IE torna muitos recursos do navegador inutilizáveis ou menos eficientes”, disse ele. “Entre eles está o modo de navegação privada e outros controles de segurança, os Aceleradores e outros add-ons e até mesmo o suporte para acessibilidade”.

Assim como o IE Tab do Firefox emula o mecanismo de renderização do Internet Explorer no navegador da Mozilla, o Chrome Frame emula o mecanismo de renderização do navegador do Google dentro do Internet Explorer.

O Chrome Frame pode ser usado com o Internet Explorer 6, 7 e 8 e permite que os usuários utilizem o suporte ao HTML 5 e outros recursos do Chrome no IE.

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