Se um asteróide estiver a caminho da terra?

Por Guilherme Farias em 30 de junho de 2010

Nossa tecnologia é capaz de evitar? Há cerca de 65 milhões de anos, um grande asteróide colidiu com a Terra e exterminou todos os dinossauros. E se isso acontecesse hoje, será que ia acabar com a raça humana?

Esqueça os filmes de hollywood. Se um asteróide estivesse se aproximando do nosso planeta, qual seria nossa defera? Armas nucleares?

o físico David Dearborn afirma, “Asteróides vão atingir a Terra. Muitos podem ser pequenos, mas o que nos preocupa é o que faremos em situações consideradas extremas, mas reais”, além disso “No caso de algo maior, temos que ter uma opção para agirmos e, se um asteróide for grande, a explosão nuclear é a única opção que tem a capacidade de evitar o impacto”, diz David, físico do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, um centro de pesquisa comandado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Desde 2002, David é o responsável por um projeto cuja missão é entender justamente a reação dos asteróides às explosões nucleares. Com supercomputadores, ele simula diversos cenários usando os dados do Near Earth Object Project, um projeto da NASA que monitora objetos próximos à Terra.

“Seria um erro dizer que explosões nucleares são a solução para tudo. Para objetos pequenos, missões como a Deep Impact poderiam dar conta”, diz o pesquisador, se referindo ao programa da NASA que, como o nome diz, causa impactos em corpos celestes. “No entanto, para qualquer corpo acima de 500 metros de diâmetro, ainda não existe outra tecnologia que não a nuclear”.


Quem assistiu ao filme Armageddon talvez se preocupe com esta possibilidade. Afinal, os detritos da explosão de um corpo celeste em alta velocidade do espaço poderiam muito bem atingir a Terra e causar grandes danos…. Certo?

Errado. Ao contrário do imaginário popular, a solução para a vinda de um asteróide não seria explodi-lo, mas sim mudar a sua trajetória. “Um dos argumentos contra o uso da energia nuclear nestes casos seria o de que necessariamente ela fragmentaria o asteróide, mas isso não acontece”, garante Dearborn.

Isso porque os explosivos seriam detonados ao lado do objeto, dando impulso para desviá-lo. “As pessoas geralmente pensam nos efeitos de uma bomba atômica na Terra, mas um explosivo liberado no vácuo é diferente. Ele libera muita energia em pouca massa”, explica ele.

O resultado é que são gerados pulsos de raios-X, raios gama e nêutrons. Bastaria combinar os diferentes tipos de explosivos nucleares para otimizar o efeito desejado no asteróide. “Essa energia liberada será absorvida na atmosfera próxima do asteróide. Basta vaporizar entre 10 e 20 cm de sua superfície, formando um gás que, expandido, dá um impulso que muda a velocidade do asteróide”, explica.

Quanto mais longe estiver o asteróide, menor a mudança de velocidade necessária para fazê-lo alterar sua rota. Se a descoberta for feita com uma década de antecedência, por exemplo, bastaria alterar a velocidade em 1 cm por segundo.

Quando tamanho é documento
Os modelos do pesquisador David Dearborn consideram apenas asteróides de até 1 km de diâmetro. Para desviá-lo, seria necessário utilizar 900 toneladas de explosivo. “ Mas apenas 15 ou 16 toneladas atingem sua superfície, sendo que somente 10 são absorvidas”, diz ele. A maioria da energia vai para o espaço, mas o que é absorvido é suficiente para aquecer quatro ou cinco toneladas em gás. “Parece muito, mas um corpo de 1 km de diâmetro possui uma massa de um bilhão de toneladas”.

O motivo para a equipe de Dearborn não realizar projeções com corpos maiores do que 1km é que eles simplesmente não são uma ameaça iminente. “Felizmente, o programa Near Earth, que observa os corpos próximos à Terra, não detectou nada maior do que estas medidas”, diz.

Críticas
O monitoramento feito pela NASA classifica os objetos dentro ou fora da zona de perigo e, conforme mais observações são feita, eles acabam sendo descartados porque prova-se que não são uma ameaça. “Muito provavelmente, eles descobririam algum objeto que atingiria a Terra com 60 anos de antecedência”, diz o professor Dearbonr, alertando que isto é tempo mais do que suficiente para se programar e enviar a solução mais alequeada.

“Você pode estudar o objeto e chegar a uma solução otimizada. Se for grande, teremos que considerar explosões nucleares porque simplesmente não temos uma outra tecnologia que dê o impulso necessário para alterar a rota de colisão”, diz.

No entanto, a tecnologia nuclear enfrenta diversas críticas. “Há uma certa relutância a explosivos nucleares porque as pessoas não os vêem como ferramenta, e sim como arma, pois esta é a maneira como mais foram utilizados”, diz. “No entanto, dizer que a ameaça de asteróides é uma maneira de legitimar esses armamentos é uma falácia”.

Na pior das hipoteses
Mas e pensando novamente no filme Armageddon, no qual a humanidade tem pouco tempo para destruir um asteróide, o que seria possível fazer? E no caso de um corpo gigante, como o que causou a extinção dos dinossauros e possuía 10 km de diâmetro, existe solução?

“Uma missão tripulada não é uma possibilidade. Neste cenário de descoberta atrasada, uma solução seria colocar um explosivo nuclear na superfície do próprio asteróide – mas não com a finalidade de explodi-lo, e sim para gerar força o suficiente para desviar sua rota”, diz.

No pior dos casos, Dearborn diz que a explosão poderia ser realizada para “trocar a certeza de que tudo nos atingirá pela possibilidade de que apenas alguns detritos cheguem até nós”.

O professor diz, no entanto, que não adianta tentar alterar rotas com previsão de choque de mais de 100 anos simplesmente porque elas ainda são muito imprecisas. “A coisa mais perigosa a se fazer é começar a mexer em asteróides que não temos certeza ainda se colidiriam com a Terra…”, alerta.

[Com informações da INFO]

E você, o que você acha sobre isso? Será que realmente é possível evitar o desastre? a nossa tecnologia permite, ou teremos que avançar mais? Participe, deixe sua opinião nos comentários!

Humanidade pode ser extinta em 100 anos?

Por Guilherme Farias em 20 de junho de 2010

A espécie humana estará extinta em um século, de acordo com a previsão do conceituado biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.

Em entrevista ao jornal “The Australian”, publicada nesta semana, Fenner diz que o problema real é a explosão populacional e consumo “desenfreado”.

O número de Humanos irá exceder 6,9 bilhões este ano, segundo a ONU. Com atrasos na ação firme de redução de emissões de gases com efeito de estufa, Fenner é pessimista.

por conta “da explosão demográfica e do consumo desenfreado” a humanidade não será capaz de sobreviver. “Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais”, disse o pesquisador, hoje com 95 anos.

“Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove bilhões haverá muito mais guerras por alimentos”, diz. “Os netos de gerações de hoje vai enfrentar um mundo muito mais difícil.”

“Humanos serão extintos, talvez dentro de 100 anos”, diz ele. “Um monte de outros animais, vão também. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Eu tento não me manifestar, porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa”.

Polêmico, ele credita ainda à falta de ação para se reduzir emissões de gases do efeito de estufa o trágico destino da humanidade. “Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa”, afirmou. “A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis desde já”.

Em 1980, durante uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.

E você o que acha? você concorda com Frank Fenner? deixe sua opinião nos comentários.

[Com informações do The Australian e Exame]

Cientistas encontram energia que deu origem à vida

Por Guilherme Farias em 18 de junho de 2010

Uma pesquisa da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e de Nova York, nos Estados Unidos, afirma que um elemento chamado de pirofosfito pode ter sido a fonte de energia que possibilitou o aparecimento da vida na Terra.

A diferença nesta forma de energia é que ela não precisaria de enzimas para ser transportada, como hoje é feito nas demais formas de vida. As informações são do Live Science.

Da menor bactéria ao complexo corpo humano, todos os seres vivos precisam de moléculas que transportam energia, chamadas de ATP (Adenosina de Tri-fosfato) Ela é capaz de estocar energia de uma maneira que a matéria orgânica possa utilizar. “Você precisa de enzimas para fazer ATP, e você precisa de ATP para fazer enzimas”, diz o pesquisador Terence Kee, da Universidade de Leeds.

“A questão é: de onde veio a energia antes de essas duas coisas existirem? Nós pensamos que a resposta está em moléculas simples, como o pirofosfito, que é quimicamente muito similar à ATP, mas tem potencial de transferir energia sem enzimas”, diz o pesquisador.

Teorias anteriores acreditavam que o pirofosfato era um predecessor para o mais complexo porém mais eficiente ATP. O pirofosfito, por outro lado, é um elemento mais difícil de ser encontrado. “Até na minha busca no Google, eu recebo a pergunta: ‘você não quis dizer pirofosfato?'”, afirma o pesquisador Robert Shapiro, da Universidade de Nova York.

A molécula de fosfato é composta de quatro átomos de oxigênio com um átomo central de fósforo e está presente em todas as células vivas. Quando dois fosfatos se combinam e perdem uma molécula de água, eles formam pirofosfato, o que torna esse elemento mais abundante. Contudo, os pesquisadores afirmam que isso “não responde a algumas perguntas (sobre a fonte de energia da primeira forma de vida)”. A diferença entre os dois é que o pirofosfito tem átomos de hidrogênio no lugar de alguns de oxigênio.

Segundo Kee, há dois problemas principais com o pirofosfato: ele não pode ser encontrado em grande quantidade em registros geológicos minerais e ele não funciona bem sem catalisadores (que não são encontrados ao seu redor). Ainda de acordo com a pesquisa, o pirofosfito é “relativamente simples de ser preparado a partir de minerais que se sabe existir em meteoritos”. Apesar de sua fácil produção, o elemento é raro, existem apenas três tipos de minerais de pirofosfito, enquanto há diversos de pirofosfato.

O pesquisador diz ainda que as capacidades dos pirofosfitos são bem conhecidas, o que torna estranho não ter existido ainda uma teoria sobre seu envolvimento com o surgimento da vida. “Eu suspeito que isso tenha ocorrido porque ninguém considerou a necessidade disso (do pirofosfito) ou que ele seria acessível pré-bioticamente”, diz o pesquisador. Shapiro afirma que, interessantemente, as máquinas que produzem DNA artificial para experimentos geralmente utilizam pirofosfito no processo.

[Informações da Live Science via Terra Noticias]

É possível ressuscitar seres humanos congelados

Por Guilherme Farias em 15 de junho de 2010

Os resultados deste estudo, afirmam cientistas, poderiam solucionar um dos maiores desafios da ciência: como os seres humanos podem ser trazidos de volta à vida depois de serem congelados.

Leveduras e vermes podem sobreviver à hipotermia, se forem submetidos primeiro à extrema privação de oxigênio, afirma um novo estudo.

O estudo revelou uma capacidade anteriormente desconhecida de organismos para sobreviver ao frio letal temporariamente retardando os processos biológicos que mantêm a vida.

“Descobrimos que a extensão dos limites de sobrevivência no frio é possível, se o consumo de oxigênio é o primeira a diminuir”, disse o pesquisador Mark B. Roth do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, Washington em entrevista ao site Live Science.

Uma forma de “hibernação forçada” – estado conhecido como “animação suspensa” – envolve a suspensão repentina de reações químicas no organismo, devido à falta de oxigênio. Um vídeo que captou 10 horas do processo de desenvolvimento de um embrião de minhoca do bebê mostrou um rápido processo de congelamento da divisão celular através da remoção do oxigênio do ambiente. Esta divisão celular recomeçou duas horas e meia depois de que o oxigênio foi restaurado.

Quando submetidos a temperaturas de congelamento, os embriões de levedura e de minhocas não vivem, afirmaram os pesquisadores. Um total de 99% dos embriões usados no experimento morreu após 24 horas de exposição à temperatura um pouco acima de zero.

Mas, quando foram privados de oxigênio na forma acima descrita, 66% das levedura e 97% das minhocas sobreviveram. Após o reaquecimento e reintrodução de oxigênio, os dois organismos muito diferentes foram reanimados e mostraram expectativa de vida normal, disseram os autores da pesquisa.

Para os cientistas, uma melhor compreensão sobre a ligação entre baixos níveis de oxigênio e baixas temperaturas pode levar à uma maneira de estender a vida de órgãos humanos para transplante.

E também poderia explicar o que tem sido um mistério insolúvel: casos registrados de seres humanos que foram “trazidos de volta à vida” depois de sucumbir à hipotermia. “Há muitos exemplos na literatura científica dos seres humanos que parecem congelados até a morte. Eles não têm batimentos cardíacos e estão clinicamente mortos. Mas eles podem ser reanimados”, disse Roth. “Da mesma forma, os organismos em meu laboratório pode ser colocado em um estado de animação suspensa reversível através de privação de oxigênio e outros meios. Parecem mortos, mas não estão.”

Casos documentados de humanos reanimados com sucesso após passar horas ou dias sem pulso em condições extremamente frias inspiraram Roth a estudar a relação entre hipotermia humana e sua própria pesquisa em hibernação forçada.

No inverno de 2001, a temperatura do corpo da menina canadense Erica Norby caiu para 16 graus Celsius, quando ela esteve deitada por horas depois de sair de casa a uma temperatura abaixo de zero vestindo apenas uma fralda. Aparentemente morta, ela se recuperou completamente depois de ser reaquecida e ressuscitada.

O mesmo fato curioso aconteceu com o alpinista japonês Mitsutaka Uchikoshi que foi descoberto com uma temperatura corporal de 22 graus C, 23 dias depois de adormecer em uma montanha nevada em 2006.

“Nós queremos saber se o que estava acontecendo com os organismos em meu laboratório foi o que aconteceu em pessoas como a menina canadense e o alpinista japonês. Antes de congelar eles conseguiram de alguma forma diminuir seu consumo de oxigênio? É o que os protegeu?”, disse Roth. “Nosso trabalho em nematoides e leveduras sugere que pode ser esta a explicação e isso pode levar-nos um passo mais perto de compreender o que acontece com pessoas que parecem congelar até a morte, mas podem ser reanimadas sem sequelas”. O efeito protetor da privação de oxigênio detém os processos biológicos antes do desenvolvimento de perigosas instabilidades. Quando reanimados, os processos continuam de onde pararam, sem nenhum sinal de ruptura ter ocorrido.

“Quando um organismo é suspenso o seu processo biológico não pode fazer nada errado”, disse Roth. “Em condições de frio extremo, por vezes, essa é a coisa certa a fazer, quando você não pode fazer isso direito, o certo é não fazer nada.”

O objetivo final dessa investigação é a de ganhar tempo para os pacientes em estado de choque físico – como após ataques cardíacos e severas perdas de sangue – aumentando suas chances de sobrevivência por preservá-los até que possam chegar a cuidados médicos, disseram os pesquisadores. Outras formas de hibernação forçada incluem a exposição a agentes químicos como o sulfureto de hidrogênio.

[Via: Terra Brasil]

Conheça a simulação de viagem a Marte

Por Guilherme Farias em 03 de junho de 2010

Os seis voluntários começaram hoje (3) a simulação da viagem a Marte que confinará a tripulação durante 520 dias. Nesse post você conhecerá tudo sobre a missão.

Esta será a simulação mais completa sobre uma viagem humana a Marte. O projeto Mars500, da Agência Espacial Européia (ESA), reunirá seis astronautas que ficarão em uma espécie de cápsula que simula uma nave espacial.

Na manhã de hoje foi iniciada a simulação. “Comecem o experimento”, ordenou Igor Ushakov, diretor do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.

Segundo a ESA, a tripulação basicamente viverá e trabalhará como os astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS) serão trabalhos de manutenção, experimentos científicos e exercícios diários. A rotina seguirá com cinco dias de trabalho e dois de folga por semana, com exceção de simulações especiais de situações de emergência.

O simulador de 550 m³ fica instalado no Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia, em Moscou, e inclui uma “espaçonave interplanetária”, uma “nave de pouso” e um simulador da superfície de Marte (veja o infográfico abaixo).
Conheça a viagem a Marte

Foram escolhidos seis “tripulantes”: quatro russos (sendo um deles uma espécie de “reserva”) – Sukhrob Kamolov, 32 anos, Alexey Sitev, 38 anos, Alexandr Smoleevskiy, 33 anos, e Mikhail Sinelnikov, 37 anos -, o francês Romain Charles, 31 anos, o chinês Wang Yue, 26 anos, e o ítalo-colombiano Diego Urbina, 27 anos.

O experimento da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) é dividido em três fases: 250 dias que simulam a viagem de ida ao planeta vermelho; 30 dias em sua superfície; 240 dias para o retorno.

Imagens do simulador
Túnel que liga módulos do experimento
(Túnel que liga módulos do experimento)
Traje espacial para Marte
(Roupa que será usada na “descida” a Marte é testada antes do experimento)
Escotilhas dos módulos
(Escotilhas separam módulos e túneis)
Astronautas da viagem a Marte
(“Astronautas” pouco antes de iniciar a Simulação)
Exterior do simulador
(Parte externa do simulador)
[Via: EFE / Terra / Reuters]

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