Camada de ozônio pode se recuperar até 2080

Por Guilherme Farias em 12 de maio de 2010

Vinte e cinco anos depois do anúncio das pesquisas que apontavam catastróficas previsões sobre o destino do buraco na camada de ozônio, cientistas da Universidade de Cambridge (Reino Unido) afirmam que a espessura da camada de ozônio sobre a Antártida se recuperará até 2080, voltando aos níveis que tinha em 1950.

O anúncio foi feito durante o encontro comemorativo da data das primeiras pesquisas que tanto alarmaram a humanidade. As informações são dos sites El País e Terra.

Durante o encontro não faltaram paralelos com o atual problema enfrentado por pesquisadores: a mudança climática. Mas, neste caso, os discursos eram tingidos com o pessimismo, não por falta de conhecimento científico, mas por falta de um acordo político para atacar o problema, que é real, de forma eficaz.

Imagens de satélite da camada de Ozonio entre em 1979 e em 2008. As cores indicam a concentração de ozônio (máxima em laranja e mínima em violeta)
A descoberta do buraco na camada de ozônio
Em maio de 1985, Joseph Farman, Brian Gardiner e Jonathan Shanklin do British Antarctic Survey (BAS) informaram na revista Nature a descoberta de uma diminuição da camada de ozônio sobre o continente antártico durante a primavera austral. Para marcar o aniversário da data, a última edição da revista traz um artigo onde Shanklin explica que a descoberta se deu observando que os valores de ozônio haviam caído 40% entre 1975 e 1984.

“Havia uma preocupação com que os CFC (clorofluorocarbonos) pudessem destruir a camada de ozônio, que está a uma altura entre 10 e 35 quilômetros acima da superfície da Terra e protege a humanidade de mais de 90% da radiação solar prejudicial ultravioleta” , disse Shanklin à Nature. Os satélites permitiram então constatar que o buraco na camada de ozônio havia se estendido por todo o continente.

Antes dos três especialistas do BAS, outros cientistas alertaram sobre a destruição do ozônio por reações de compostos como o CFC usado em aerossóis e refrigerantes com seus estudos de química atmosférica. Pelos trabalhos realizados na década de setenta, receberam o Prêmio Nobel de Química em 1995, Paul J. Crutzen, Mario J. Molina e F. Sherwood Rowland.

A camada de ozônio é uma tela natural que filtra a radiação ultravioleta dos raios solares nocivos aos seres vivos, capazes de causar nas pessoas queimaduras de pele, câncer e catarata. Uma molécula de ozônio é composta por três átomos de oxigênio e na estratosfera se concentrada em uma faixa a uma altura de cerca de 20 km. Existe uma molécula de ozônio para cada cem mil moléculas de ar, explica o BAS.

O ozônio é gerado quando a radiação ultravioleta quebra as moléculas de oxigênio, e ele é destruído por reações químicas do cloro e do bromo liberados na atmosfera pelos gases de CFCs.

Na década de oitenta foram emitidas 500 mil toneladas de CFC por ano, atingindo um valor de 30 milhões de toneladas acumulados na atmosfera, um sexto do que atingiu a estratosfera, informam os relatórios da Unidade de Coordenação de Investigação do Ozônio da UE.

Apesar do fato de que a destruição do ozônio não se restringe à Antártida, o buraco de ozônio no local deve-se ao tempo na região e ao frio extremo durante o inverno, o que leva à maior produção de cloro e bromo a partir dos gases poluentes, e quando a chega a luz da primavera se acelera a perda das moléculas de ozônio. “Hoje nós entendemos bem a física e a química que regem a camada de ozônio”, disse Shanklin. “Os níveis mínimos de ozônio tem sido constantes nos últimos 15 anos, 70% abaixo dos níveis do final dos anos setenta.”

Quanto à proibição desde 2000 dos gases destrutivos do CFC – pelo Protocolo de Montreal – e a substituição destes por compostos alternativos em nível industrial, houve bons resultados. A concentração desses gases na atmosfera atingiu o pico em 2001 e, em seguida, começou a diminuir. Mas o seu efeito é duradouro e o buraco na Antártida continua a aparecer em cada primavera. No ano de 2006 foi registrada a maior extensão dele: 28 milhões de quilômetros quadrados.
[Fonte: El País / Terra]

Metade do planeta terra pode ficar inabitável

Por Guilherme Farias em 12 de maio de 2010

O aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos, de acordo com um estudo das universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos, que leva em conta os piores cenários de modelos climáticos.

O estudo, publicado na última edição da revista especializada “Proceedings of the National Academy of Sciences”, afirma ainda que, embora seja improvável que isso aconteça ainda neste século, é possível que já no próximo, várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.

“Descobrimos que um aquecimento médio de 7ºC causaria algumas regiões a ultrapassar o limite do termômetro úmido (equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada, e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável”, afirmou Peter Huber, da universidade de Purdue.

Os cientistas argumentam que ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é preciso que se leve em conta os piores cenários (como os previstos no estudo).

“Roleta russa”
Quando o professor Huber fala em um aquecimento médio de 12ºC, isso significaria aumentos de até 35ºC no termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta. Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nesta medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobre-aquecimento).

Huber compara a escolha a um jogo de roleta russa, em que “às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder”. O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.

“Mas quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso”, afirmou o professor Steven Sherwood, da universidade de New South Wales. Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medidos por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.

Os autores também afirmam que um aquecimento de 12ºC é possível através da manutenção da queima de combustíveis fósseis.

“Uma implicação disso é que cálculos recentes do custo das mudanças climáticas sem mitigação (medidas para combatê-las) são baixos demais.”
[Fonte: BBC]

Cientistas fazem testes para criar “jardim” em Marte

Por Guilherme Farias em 10 de maio de 2010

Uma base espacial em Marte pode está longe de acontecer, porem isso não impede que cientistas planejem um jardim em marte.

Experiências realizadas no espaço e em condições semelhantes às de Marte simuladas na Terra geraram micro-organismos que podem fertilizar o solo marciano, gerar oxigênio, purificar água e reciclar lixo. Pode-se pensar nessas colônias de compostos orgânicos como os primeiros jardins de Marte.

O Instituto de Pesquisa de Ciências Espaciais e Planetárias da Open University, integra uma equipe que submete organismos terrestres a um estresse extremo. O grupo já fez varias experiências na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), como parte da missão Biopan VI promovida pela Agência Espacial Europeia.

A Biopan era uma cápsula que carregava amostras de rochas do sudoeste da costa da Inglaterra. Ela foi transportada pela nave russa Soyuz para a órbita terrestre baixa em 2007. Uma vez lá, a cápsula expôs seus conteúdos ao vácuo do espaço. Essas rochas inglesas são abrigo para amplo espectro de micróbios, incluindo cianobactérias fotossintéticas.

Quando as amostras de Biopan foram recuperadas, elas tinham resistido dez dias à exposição no espaço. A radiação solar ultravioleta letal tinha sido quase toda filtrada. A equipe descobriu uma cianobactéria nova para a ciência que tinha sobrevivido à viagem.

As experiências não foram criadas pensando nos jardins espaciais, mas as descobertas foram relevantes. Os elevados níveis de radiação ultravioleta em Marte esterilizam qualquer coisa deixada na superfície. Então, os jardins espaciais precisariam da proteção de estufas especiais.

“Os experimentos demonstraram que podemos usar a órbita terrestre baixa para selecionar organismos resistentes que possam ser usados em aplicações espaciais”, explica Karen.

Rochas postas em órbita também fornecem apoio para a hipótese de que células vivas podem ser transportadas pelo espaço em meteoritos. Impactos de meteoros num planeta podem lançar fragmentos de rochas contendo micro-organismos – o que teria acontecido na Terra há bilhões de anos, segundo algumas teorias. Se estes organismos podem sobreviver ao vácuo do espaço, eles terão também como crescer de novo, caso cheguem a um planeta árido com condições favoráveis – o que seria o caso de Marte.

Os organismos nos jardins marcianos planejados vão, obviamente, ser transportados por uma nave espacial. As cianobactérias realizam a fotossíntese, o que as transforma em boas candidatas para uso em missões espaciais de longo prazo ou em postos avançados no espaço. Por essa razão, as cianobactérias são parte de um sistema sendo criado pela ESA para reciclar resíduos humanos, transformando-os em água, oxigênio e nutrientes para uso de colonos marcianos.

Marte reúne algumas condições que deixam estes cientistas otimistas. No equador marciano, no meio do verão, a temperatura pode chegar a 20 graus Celsius, e a atmosfera tem 95% de dióxido de carbono na sua composição, um requisito essencial para organismos que fazem a fotossíntese ¿ basta lembrar que as plantas transformam o CO2 em oxigênio. Mas faltando um ingrediente fundamental para um jardim em Marte: o solo.

O primeiro jardineiro em Marte poderia derramar fertilizantes em rochas marcianas. Experiências usando rochas da Antártica mostraram que plantas podem crescer dessa forma. No prazo mais longo, contudo, é preciso encontrar um jeito de transformar o basalto vulcânico, que forma a maior parte do solo marciano, em uma superfície que sustente plantas.

“Bactérias que se alimentam de basalto poderiam ser a resposta”, sugere Paul Wilkinson, da Open University. “Os verdadeiros reis do processamento de rochas são os líquens.”

Líquens que colonizam rochas estavam entre os organismos que sobreviveram à exposição espacial na experiência Biopan.

Os astrobiólogos falam seriamente em criar condições semelhantes às da Terra em Marte. Aos poucos, surgem os elementos de um projeto inicial para os primeiros colonos. Sob uma estufa pressurizada e povoada por micro-organismos que vão fornecer oxigênio e alimento, além de transformar rochas marcianas em solo fértil, o primeiro jardim alienígena não está tão distante quanto parece.

No Centro Espacial John F. Kennedy, no dia 15 de abril, o presidente Barack Obama reafirmou a intenção americana de enviar humanos a Marte ainda neste século. Para isso, os jardins marcianos vão ser fundamentais.
[Via: JB Online]

Veja Também: Bactérias terrestres podem sobreviver em Marte

Missão Discovery Abril 2010

Por Guilherme Farias em 20 de abril de 2010

Durante esses 15 dias de missão, vocês puderam acompanhar toda a jornada do Ônibus espacial Discovery por este blog, para quem não leu todos os posts ou para quem se interessou pelo assunto eu resolvi criar um artigo sobre a missão do Ônibus Espacial Discovery

Recomendo que você leia também
* Como os Ônibus Espaciais reentram na atmosfera
* Como funciona os Trajes Espaciais

Inicio da Missão
A nave Discovery decolou na manhã do dia 5 de abril, emitindo um raio de luz brilhante e um estrondoso ruído, o ônibus espacial foi lançado às 7h21 (horário de Brasília), fazendo tremer a região em volta do Centro Espacial Kennedy no sul da Flórida.
Discovery decolando rumo à ISS
Foi a primeira missão espacial com três tripulantes do sexo feminino e também marcou como a primeira vez no espaço com quatro mulheres em órbita.

Após dois dias, o Discovery acoplou no horário previsto, às 3h44 (horário de Brasília) no dia 7 de Abril, em regime manual

Desenvolvimento da Missão
O objetivo foi o mesmo das últimas viagens: ampliação e/ou manutenção da estação espacial internacional (ISS).

A ISS é habitada desde 2 de novembro de 2000. Está a uma velocidade de 28 mil quilômetros por hora, a estação orbita a Terra 16 vezes por dia a cerca de 400 km de altitude, monitorando 90% da superfície do planeta.

O complexo é fruto de uma parceria das agências espaciais de EUA, Rússia, União Europeia, Japão e Canadá. Quando estiver concluída a ISS vai pesar 363 toneladas. A tripulação completa é composta por 6 astronautas/cosmonautas, com a missão de conduzir experimentos científicos e preparar futura exploração da Lua e de Marte.

Adiamento
Durante a missão houve vários adiamentos por questões de segurança, no dia 10 de abril a Nasa determinou que missão fosse prolongada por mais um dia, para permitir a revisão do escudo térmico da nave.

Normalmente essa inspeção é feita pouco antes do acoplamento, mas a Nasa explicou que ela foi dificultada por problemas na antena do radar do ônibus espacial pouco depois do lançamento.
Como resultado do adiamento, o retorno do Discovery ficou previsto para o dia 19, às 9h54 de Brasília.

O exame do escudo térmico das naves é uma manobra habitual nas missões desses veículos desde a tragédia do Columbia em fevereiro de 2003, que se desintegrou ao retornar ao Centro Espacial Kennedy na Flórida após o que tinha sido até então uma bem-sucedida missão científica.

Caminhadas Espaciais
O objetivo principal das saídas ao exterior desta missão dos astronautas da Discovery foi substituir um depósito de amoníaco da plataforma orbital.

* Dois astronautas norte-americanos realizaram a primeira de três caminhadas espaciais no dia 9 de abril.
OS Astronautas Rick Mastracchio e Clayton Anderson, ambos veteranos dos voos no espaço, sairam para o vazio com o objectivo de substituir um reservatório de amoníaco acoplado ao exterior da ISS.

Este reservatório foi substituído por outro cheio, necessário para o correto funcionamento do sistema de refrigeração da estação espacial.
Durante a saída, os dois astronautas também recuperaram os resultados de uma experiência científica realizada no laboratório japonês acoplado à ISS.

* A Segunda Caminhada
No dia 11 de Abril os mesmos iniciaram a segunda das três caminhadas.
Os astronautas abandonaram a escotilha da câmara de descompressão às 3h30 (horário de Brasília) e terminaram o trabalho cerca de sete horas e meia depois, com o mesmo objetivo da primeira caminhada.

* A Terceira Caminhada
O terceiro e último dia de trabalho da missão da Discovery foi no dia 13 de Abril às 9h38 horário de Brasília,
Neste dia de trabalho fora da estação eles resolveram os problemas com o tanque de amônia.
Os canos de amônia e nitrogênio que deveria ter sido conectados na segunda caminhada espacial, mas dificuldades na fixação do tanque acabaram adiando a tarefa.
Controladores na Terra começaram a ativar o tanque, que é parte do sistema de refrigeração da ISS, A tarefa seguinte foi transferir o tanque velho, vazio, para o compartimento de carga do ônibus espacial Discovery.

A tarefa foi concluída após seis horas e 34 minutos de trabalho flutuando no entorno do complexo espacial que orbita a 385 quilômetros da Terra.

A Volta
O ônibus espacial Discovery, com sete astronautas a bordo, desprendeu-se da Estação Espacial Internacional no dia 17 de Abril

O Atronauta registrou os Ultimos momentos da Discovery, você pode conferir o post aqui.

Aterrizagem problematica
Após duas tentativas frustadas de pouso, a aterrissagem que estava programado para as 9h53 (horário de Brasília) do dia 19 de Abril, foi adiada para o dia seguinte, pois a neblina e a chuva afetam a região.

A missão de 13 dias do Discovery já tinha sida prorrogada em um dia para que os astronautas pudessem usar o sistema de comunicações da estação para transmitir resultados da inspeção de escudos de calor.
Apesar de o Discovery ter abastecimento suficiente para permanecer em órbita por até dois dias, a Nasa decidiu pelo pouso no dia seguinte.

Conclusão da Missão
E no dia seguinte, finalmente a Discovery pousou na terra!
As 10h08 (hora de Brasília) do dia 20 de Abril, no Centro Espacial Kennedy, sul da Flórida, após uma série de adiamentos por procedimentos de segurança e por causa do mau tempo.

E esse foi o 129º pouso de um ônibus espacial. Só haverá mais três. Depois disso, a frota será desativada.

O ônibus espacial voltou à Terra com sete astronautas depois de uma missão de 15 dias e quase 3 horas.

A missão STS-131 foi a de número 131 do programa de ônibus espaciais, a 38° da Discovery e a 33° rumo à ISS. A tripulação completou, ao todo, 238 órbitas ao redor do planeta, percorrendo mais de 10 milhões de quilômetros.

O Discovery passou 10 dias na estação espacial, um projeto de 100 bilhões de dólares de 16 nações a ser completado neste ano depois de mais de uma década de construção a 352 quilômetros da Terra.

O ônibus espacial entregou um sistema de esfriamento de amônio, experimentos científicos, uma quarta cama para dormir e uma câmara escura para observações da Terra e estudos astronômicos do laboratório Destiny

A Atlantis se despede em maio. A Endeavour, em julho. A última missão da frota será em setembro, da Discovery. Depois disso, a “ponte aérea” tripulada para a ISS vai depender das naves russas Soyuz.

Mais informações
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* Astronauta registra ultimos momentos da Discovery
* Discovery está voltando para a Terra
* Astronautas da Discovery concluem ultima caminhada espacial
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* Retorno da Discovery à terra é adiado em 24 horas
* Ônibus espacial Discovery chega à ISS
* Discovery decola rumo à ISS

Lançamento da Discovery

Pouso da Discovery

10 maiores desastres naturais da Terra

Por Guilherme Farias em 10 de abril de 2010

Ao longo da história ele tem tentado entender a natureza e controlar seus fenômenos. com o pensamento científico, a humanidade conseguiu importantes progressos, mas as forças naturais continuam muitas vezes imprevisíveis e quase sempre bem mais poderosas do que qualquer tecnologia desenvolvida pelo homem.

Veja a lista dos maiores desastres naturais da Terra

10. Explosão vulcânica do Taupo
Atualmente, é apenas um pacato lago, cheio de atrativos turísticos para quem vai pescar ou se deslumbrar com a paisagem. Mas há cerca de 1.800 anos ele foi o palco da maior erupção do planeta nos últimos cinco milênios. Numa região vulcânica no norte da Nova Zelândia, as águas do Lago Taúpo cobrem atualmente uma série de antigas crateras.

Segundo estimativas dos cientistas a explosão vulcânica do Taupo em 180 d.C. produziu cem quilômetros cúbicos de material entre lava e cinzas, atingindo o índice 7 na escala VEI (que vai de 0 a 8), o que lhe rendeu a classificação de erupção supercolossal.

9. Erupção do Tambora
Em 1815, cerca de 92 mil pessoas morreram por causa da erupção do vulcão Tambora, na Indonésia. Atualmente adormecido, o monte Tambora tem 2.815 metros de altura perdeu boa parte do seu topo com a violência da erupção.

Antes dela, o tamanho do vulcão chegava a 4.300 metros. Cerca de dez mil pessoas morreram imediatamente por conta das lavas, deslizamentos e tsunamis. Mais de 80 mil pessoas morreram em função de doenças e da fome causadas pela destruição que a erupção provocou. Cerca de 35 mil pessoas perderam suas casas.

8. Terremoto em Dangham
Damghan fica no norte do Irã, lá está a que deve ser a mais antiga mesquita do país, construída no século 9. Damghan era a capital da província de Qumis no século 18 quando foi atacada e destruída pelos afegãos.
Mais de um século depois, em 22 de dezembro de 1856, a região voltou a ser destruída, desta vez por um intenso terremoto que matou cerca de 200 mil pessoas.

7. Terremoto no Haiti
Esse ano, o país mais pobre do Hemisfério Ocidental sofreu um terremoto de magnitude 7 no dia 12 de janeiro de 2010.

Como o epicentro do abalo sísmico foi próximo à capital e mais populosa cidade do país, o nível de destruição foi devastador.
Estima-se que um milhão de pessoas acabaram desabrigadas, 300 mil ficaram feridas e 200 mil pessoas morreram

6. Terremoto de Aleppo
No ano 1138, a região de Aleppo na Síria, uma das principais rotas comerciais entre o mundo árabe e os países mediterrâneos, foi palco de uma das maiores catástrofes naturais da história.
Um violento terremoto em 9 de agosto deixou como saldo cerca de 230 mil mortos.

5. Terremoto em Tangshan
Na noite de 28 de julho de 1976, um terremoto de magnitude 8, quase varreu do mapa a cidade de Tangshan, localizada a cerca de 100 km de Pequim, na China. Com um importante parque industrial e muitas minas de carvão a cidade informou oficialmente que 242 mil pessoas morreram com a catástrofe. No entanto, estima-se que essas mortes superaram a 650 mil habitantes. Mais de 700 mil pessoas ficaram feridas e a extensão dos danos materiais chegou até Pequim.

4. Tsunami no Oceano Índico
Em 2004, ondas de 30 metros de altura se formaram no Oceano Índico em função de um terremoto submarino que aconteceu na costa da ilha indonesiana de Sumatra.

Durante sete horas após o tremor ondas gigantescas se formaram e atingiram a costa de países desde a costa leste da África até o sul e sudeste da Ásia.
O tsunami, como é chamado esse fenômeno provocou a morte de cerca de 430 mil pessoas.

3. Ciclone de Bhola
Enorme tempestade quando se forma como um redemoinho sobre as águas do oceano, traz com ela ventos e chuvas muito fortes.

Chama-se furacão, quando forma-se sobre o Oceano Atlântico.
Tufão se nasce sobre o Pacífico
Ciclone quando surge no Oceano Índico.
Foi uma dessas que em 12 de novembro de 1970 atingiu Bangladesh e a Índia com ventos superiores a 200 km/h. Estima-se que pelo menos 300 mil pessoas tenham morrido por conta desse ciclone.

2. Terremoto de Shaanxi
A província de Shaanxi (ou Shensi), na China, em 23 de janeiro de 1556 sofreu um terremoto devastador que foi o mais mortífero de todos até agora. Cerca de 830 mil pessoas morreram nessa tragédia.
O abalo sísmico foi de magnitude 8 e causou a morte de 60% da população local. Shaanxi tem três regiões naturais distintas: uma área montanhosa ao sul, um planalto ao norte e ao centro o vale do rio Wei. É justamente essa região do vale, onde se concentra a população, a mais sujeita a terremotos.

1. Enchentes dos rios Hwang Ho e Yang Tsé
Apesar do poder devastador dos terremotos, o mais mortífero dos desastres naturais ocorridos na história da civilização foram as enchentes que atingiram as margens dos rios chineses Yang Tsé, Hwang Ho e Huai.

Em 1887, a quantidade de chuvas fez o Huang He transbordar ao longo de 130 quilômetros e causou a morte de cerca de 900 mil pessoas. Algumas décadas depois, em 1931, novas inundações ao longo do Hwang Ho, Yang Tsé e Huai causaram entre 2,5 milhões e 4 milhões de mortes.

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