Como os Ônibus Espaciais reentram na atmosfera?

Por Guilherme Farias em 09 de abril de 2010

Lançar o Ônibus Espacial é facil, mas trazê-la de volta é outra.
Pois a A reentrada de espaçonaves na atmosfera é um assunto complicado, por diversos motivos.

Quando um objeto entra na atmosfera da Terra, fica submetido a algumas forças, entre as quais gravidade e arrasto. A gravidade puxa um objeto em direção à Terra naturalmente. Mas sozinha ela não faria com que o objeto caísse de forma perigosamente rápida. Por sorte a atmosfera terrestre contém partículas de ar. À medida que o objeto cai, ele atinge essas partículas e o atrito com elas gera fricção. Essa fricção faz com que o objeto experimente arrasto, ou resistência do ar, o que desacelera o objeto a uma velocidade de reentrada segura.

Mas a fricção também tem suas desvantagens. Além de causar arrasto, gera intenso calor.

Especificamente, o ônibus espacial enfrenta intensas temperaturas da ordem de até 1.649° C. Um projeto de fuselagem em forma rombuda ajuda a aliviar o problema do calor. Quando um objeto – com uma superfície rombuda apontando para baixo – retorna à Terra, esse formato cria uma onda de choque adiante do veículo. A onda de choque mantém o calor afastado do objeto. Ao mesmo tempo, a forma rombuda também desacelera a queda do objeto. O programa Apollo, que enviou diversas espaçonaves tripuladas ao espaço e as trouxe de volta nos anos 60 e 70, tinha um revestimento ablativo especial no módulo de comando, que queimava na reentrada e com isso absorvia calor.

Etapas da descida do ônibus espacial
Reentrar na Terra depende basicamente de controle de atitude. E isso não significa que os astronautas precisem manter uma atitude positiva (ainda que isso sempre ajude). Em lugar disso, o controle de atitude do qual estamos falando é uma referência ao ângulo no qual a espaçonave voa. Eis uma descrição da descida de um ônibus espacial:

Saída da órbita: para desacelerar a espaçonave de sua velocidade orbital extrema, ela se vira e por algum tempo efetivamente voa de costas. Os propulsores de manobra orbital (OMS) em seguida retiram o veículo da órbita e o encaminham à Terra.

Descida pela atmosfera: depois que sai com sucesso de órbita, o ônibus espacial volta a voar com o nariz para a frente, e entra na atmosfera com a barriga para baixo (como uma barrigada em mergulho de piscina), a fim de aproveitar o arrasto gerado por seu fundo rombudo. Computadores elevam o nariz a um ângulo de ataque (ângulo de descida) de cerca de 40 graus.

Pouso: Hoje, os ônibus espaciais são mais parecidos com aviões, e pousam como eles. Assim que a nave desceu o suficiente, o comandante desativa os computadores de voo e toma o comando para um voo planado até uma pista de pouso. Quando a espaçonave atinge o solo, um pára-quedas é usado para desacelerá-la.

A Temperatura é a pior inimiga
A viagem de volta à Terra é muito quente. Os ônibus espaciais modernos dispõem de materiais especiais que resistem ao calor e de placas isolantes capazes de enfrentar o calor da reentrada.

* Carbono Carbono Reforçado (RCC): esse material composto reveste o nariz e os bordos das asas, que enfrentam as temperaturas mais altas. Em 2003, o RCC da Columbia foi danificado no lançamento, e isso levou à queima da espaçonave quando da reentrada, com a morte de todos os sete tripulantes.

* Isolamento de superfície reutilizável para altas temperaturas (HRSI): essas placas negras de sílica são instaladas nos fundos do ônibus espacial e em diversos outros lugares que podem atingir temperaturas de até 1.260°C.

* Isolamento Fibroso Refratário Composto (FRCI): essas placas negras substituíram o HRSI em muitas posições porque são mais fortes, mais leves e resistem mais ao calor.

* Isolamento de Superfície Reutilizável para Baixas Temperaturas (LRSI): essas placas de sílica branca são menos espessas que as placas HSRI e protegem diversas áreas contra temperaturas de até 649°C.

* Isolamento de Superfície Flexível Reutilizável Avançado (AFRSI): Feito de um tecido de sílica de vidro, ele é um cobertor externo instalado na seção dianteira superior do ônibus espacial para resistir a temperaturas de até 816°C. Ao longo dos anos, ele substituiu boa parte do material LRSI do ônibus espacial.

* Isolamento de superfície reutilizável de feltro (FRSI): o material sustenta temperaturas de até 371°C e é feito de feltro Nomex tratado para resistir ao calor ( o material é usado para os trajes protetores dos bombeiros).

Perigo das viagens
Da mesma maneira que o desastre do Challenger em 1986 nos lembrou de o quanto os lançamentos de ônibus espaciais são perigosos, o desastre do Columbia nos lembrou o quanto é perigoso reentrar na atmosfera. Em 2003, o ônibus espacial Columbia e seus sete tripulantes foram incinerados ao retornar à Terra. Depois da investigação, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos EUA descobriu que danos na asa esquerda (ocorridos durante o lançamento) haviam permitido a entrada de ar quente durante a reentrada e levado a nave a perder o controle e queimar.
[Via: Hammond, HSW, NASA]

Trajes espaciais

Por Guilherme Farias em 03 de abril de 2010

Os trajes espaciais devem proporcionar o conforto e suporte que a Terra ou a espaçonave proporcionam, resolvendo problemas como atmosfera, água e proteção contra radiação, então como é que funciona os Trajes espaciais?

O espaço sideral é um lugar extremamente hostil. Se você fosse sair de uma espaçonave como a Estação Espacial Internacional ou de um lugar com pouca ou nenhuma atmosfera, como a Lua ou Marte, e não estivesse usando um traje espacial, algumas coisas aconteceriam:

* Você ficaria inconsciente em 15 segundos devido à falta de oxigênio.
* Seu sangue e fluidos corporais entrariam em “ebulição” e congelariam, pois há pouca ou nenhuma pressão do ar.
* Seus tecidos (pele, coração e outros órgãos internos) expandiriam devido aos fluidos em ebulição.
* Você poderia ser atingido por pequenas partículas de pó ou rocha que se movem em altas velocidades (micrometeoróides) ou detritos de satélites ou espaçonaves em órbita.
* Você seria exposto a vários tipos de radiação, como raios cósmicos e partículas carregadas emitidas do sol (vento solar).
* Você enfrentaria alterações extremas na temperatura:
– luz solar: 120ºC
– sombra: -100°C

Como existem vários perigos o traje espacial deve:
* possuir uma atmosfera pressurizada
* fornecer oxigênio
* remover o dióxido de carbono
* manter uma temperatura confortável, não importando o trabalho árduo ou movimento para dentro e fora de áreas iluminadas pelo sol
* protegê-lo de micrometeoróides
* protegê-lo da radiação até certo grau
* permitir que enxergue claramente
* permitir que você mova seu corpo facilmente dentro do traje espacial
* permitir que você fale com outros (controladores terrestres, outros astronautas)
* permitir que você se mova ao redor da parte externa da espaçonave

A seguir vocês irão ver como funciona cada parte do traje

Cada função
Atmosfera pressurizada
O traje espacial fornece pressão de ar para manter os fluidos em seu corpo no estado líquido, o traje espacial é essencialmente um balão inflado restringido por algum tecido emborrachado, neste caso, fibras revestidas de Neoprene. A restrição colocada na parte do “balão” do traje fornece pressão de ar sobre o astronauta que o veste.

A maioria dos trajes espaciais opera em pressões abaixo da pressão atmosférica normal (1atm), O traje espacial usado por astronautas de espaçonaves opera em 0,29 atm. já a cabine da nave espacial opera em pressão atmosférica normal.

Portanto, a pressão da cabine, tanto da espaçonave quanto de uma câmara pressurizada, deve ser reduzida antes que um astronauta se vista para um passeio espacial. Um astronauta passeando pelo espaço corre o risco de sofrer uma doença de descompressão devido às alterações na pressão entre o traje espacial e a cabine da espaçonave.

Oxigênio
Os trajes espaciais não podem usar ar normal (78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases), pois a baixa pressão causaria concentrações de oxigênio perigosamente baixas nos pulmões e sangue, (como em uma escalada ao Monte Everest). Portanto, a maioria dos trajes espaciais fornecem uma atmosfera de oxigênio puro para a respiração. Os trajes espaciais recebem o oxigênio da espaçonave através de um cordão umbilical ou de um sistema de suporte à vida na mochila que os astronautas usam.

Tanto a espaçonave quanto a Estação Espacial Internacional têm misturas de ar normal que imitam nossa atmosfera. Portanto, para entrar em um traje espacial de oxigênio puro, um astronauta que vai caminhar no espaço deve respirar oxigênio puro por algum período de tempo antes de se vestir. Essa pré-respiração elimina o nitrogênio do sangue e tecidos do astronauta, minimizando o risco de doença da descompressão.

Dióxido de Carbono
O astronauta exala dióxido de carbono. No espaço, confinado do traje, as concentrações de dióxido de carbono se acumulariam a níveis mortais. Portanto, o dióxido de carbono em excesso deve ser removido da atmosfera do traje espacial. Os trajes espaciais usam tambores de hidróxido de lítio para remover o dióxido de carbono. Esses tambores estão localizados na mochila de suporte à vida do traje espacial ou na espaçonave, caso no qual são acessados através de um cordão umbilical.

Micrometeoróides
Para proteger os astronautas de colisões com micrometeoróides, os trajes espaciais têm múltiplas camadas de tecidos resistentes, como o Dacron ou Kevlar. Essas camadas também evitam que o traje rasgue durante exposição a superfícies da espaçonave, planeta ou Lua.

Radiação
Os trajes espaciais oferecem apenas proteção limitada da radiação. Alguma proteção é oferecida pelas coberturas reflexivas de Mylar que são embutidas, mas um traje espacial não ofereceria muita proteção de uma fulguração solar. Então, os passeios espaciais são planejados durante períodos de baixa atividade solar.

Temperatura
Para lidar com os extremos de temperatura, a maioria dos trajes espaciais são pesadamente isolados com camadas de tecido (Neoprene, Gore-Tex, Dacron) e cobertos com camadas externas reflexivas (Mylar ou tecido branco) para refletir a luz solar. O astronauta produz calor de seu corpo, especialmente ao realizar atividades árduas. Se esse calor não for removido, o suor produzido pelo astronauta irá embaçar o capacete e fará com que o astronauta fique gravemente desidratado; o astronauta Eugene Cernan perdeu vários quilos durante sua caminhada espacial na Gemini 9. Para remover esse excesso de calor, os trajes espaciais têm usado ventiladores/trocadores de calor para soprar o ar frio, como nos programas Mercury e Gemini, ou roupas refrigeradas a água, que são usadas do programa Apollo até hoje.

Visão clara
Os trajes espaciais têm capacetes feitos de plástico límpido ou policarbonato resistente. A maioria dos capacetes têm coberturas para refletir a luz solar e visores tonalizados para reduzir o brilho, de modo bem parecido aos óculos de sol. Também, antes de uma caminhada espacial, as placas faciais internas do capacete são borrifadas com um composto anti-neblina. Finalmente, as coberturas de capacete de traje espacial modernas têm faróis montados de modo que os astronautas possam explorar ou trabalhar em áreas escuras.

Comunicações
Os trajes espaciais são equipados com transmissores/receptores de rádio, de modo que os astronautas que passeiam pelo espaço podem falar com os controladores de terra e/ou outros astronautas. Os astronautas usam conjuntos com microfones e fones de ouvido. Os transmissores/receptores estão localizados nas mochilas usadas pelos astronautas.

Mobilidade dentro do traje espacial
O movimento dentro de um traje espacial é difícil. Imagine-se tentando mover seus dedos em uma luva de borracha inflada de ar; isso não dá muito certo. Para ajudar neste problema, os trajes espaciais são equipados com juntas especiais ou estreitamentos no tecido para ajudar os astronautas a flexionar suas mãos, braços, pernas, joelhos e tornozelos.


Mobilidade na espaçonave
Na ausência de gravidade, é difícil se movimentar. Se você empurrar alguma coisa, você voa na direção oposta (terceira lei de Newton – para cada ação há uma reação igual e oposta). Os astronautas da Gemini em passeio pelo espaço relataram grandes problemas em simplesmente manter suas posições; quando tentavam girar uma chave de boca, eles giravam na direção oposta. Portanto, as espaçonaves são equipadas com estribos e suportes de mão para ajudar os astronautas a trabalhar em microgravidade. Além disso, antes da missão, os astronautas praticam o passeio espacial em grandes tanques de água na Terra. A flutuação de um traje espacial inflado na água simula a microgravidade.

Futuros trajes espaciais para marte
Os atuais trajes espaciais, são muito pesados mas não é um problema pois eles foram projetados para o trabalho em microgravidade, não na superfície de um planeta (ex: marte ou terra).

Para futuras missões espaciais a Marte, a NASA está desenvolvendo “trajes rígidos” mais flexíveis, duráveis, leves e fáceis de vestir que os trajes espaciais atuais.

(Conceito de traje rígido AX-5 desenvolvido para futuras missões espaciais)
[Via: HSW]

10 teorias científicas mais bizarras

Por Guilherme Farias em 28 de março de 2010

Cientista maluco? veja as teorias científicas que são de difícil comprovação prática e capazes de fazer nossos cérebros derreterem ao tentar compreendê-las. Muitas delas parece até que foi tirado de filme de ficção.

10. Teoria do Big Bang

Todo mundo conhece essa teoria, ela é uma das mais aceitas atualmente para explicar a origem do universo, principalmente por que muitas de suas explicações puderam ser comprovadas em observações e medições espaciais. Ainda assim, ela é cheia de idéias malucas para a nossa compreensão. exemplo:

– Como a de que tempo e espaço provavelmente não existiam antes do Big Bang (baseada na concepção de que tempo e espaço estão ligados, proposta na Teoria da Relatividade de Einstein).
– De que não há um centro no universo e de que não é possível ainda saber se o universo está se expandindo dentro de alguma outra coisa ou se não há nada além de suas fronteiras.

Ela é uma teoria tão polêmica que até mesmo os cientistas que creem fielmente nela têm divergências quanto aos seus resultados. Exemplo disso é a idade do universo que ela possibilitou prever. Antes de chegarem a um consenso de que o universo deve ter 13,7 bilhões de anos, com uma margem de erro de uns 200 milhões de anos para mais ou menos, os cálculos feitos ao longo do século 20 baseados na Teoria do Big Bang apontaram resultados que variaram de 2 bilhões a 20 bilhões de anos para a idade do cosmo.

9. Teoria do Caos

De acordo com essa teoria, muito dos fenômenos que imaginamos acontecer aleatoriamente são na verdade previsíveis. Só que sua previsão é tão complexa que dificilmente é precisa e duradoura. Entendeu? Significa algo como: é possível prever, mas bem pouco provável que acertaremos na previsão. Mesmo com essa pessimista perspectiva, os cientistas têm aplicado a Teoria do Caos em várias áreas, bastante usado para o estudo dos fenômenos climáticos.

Para representar a fragilidade das previsões oriundas da Teoria do Caos criou-se a imagem de que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão nos Estados Unidos. Isto por que segundo essa teoria um evento aparentemente insignificante pode ter consequências imprevisíveis, uma vez que o resultado final é determinado por ações interligadas de forma extremamente complexa e aparentemente aleatória. A alegoria do “efeito borboleta” tenta ilustrar que o caos está justamente entre os fenômenos regulares e os aleatórios. Assim, há uma conexão entre eventos passados e futuros, mas ela não é forte o suficiente para garantir uma previsibilidade de longo prazo.

8. Teoria do Mundo Pequeno

Você já deve ter usado a expressão “mas que mundo pequeno” se você já falou isso você comprovou na prática essa teoria bizarra!
A Teoria do Mundo Pequeno, também conhecido como “A dos seis graus de separação”, diz basicamente que para conhecer qualquer indivíduo em qualquer parte do mundo é necessário, no máximo, estabelecer uma rede de contatos com seis pessoas. exemplo:
– Para você conhecer o presidente dos estados unidos, estebelecer uma rede de contato com seis pessoas.

Assim, segundo essa teoria é normal você conhecer por acaso alguém e descobrir que ele é um amigo ou parente de algum outro conhecido seu. Portanto, aquilo que você sempre imaginou ser uma incrível coincidência, não é. A Teoria do Mundo Pequeno já foi testada de várias formas, de modelos matemáticos a experimentações de psicologia social. Uma das aplicações mais importantes dessa teoria está na área de saúde, pois graças a ela é possível identificar pessoas muito conectadas e potenciais disseminadoras de uma determinada doença, evitando-se o surgimento de pandemias.

7. Teoria das Supercordas

Para os gregos antigos, havia um elemento indivisível que chamaram de átomo. Mais tarde descobrimos que os átomos são compostos por partículas subatômicas e depois que estas também são compostas por outros elementos menores ainda. Essas descobertas de que “o indivisível era divisível” seguiram até que a Teoria das Supercordas propôs que as partículas que compõem o Universo teriam a forma de cordas vibrantes e que cada vibração estabeleceria as características de uma determinada partícula.

Segundo o astrofísico Stephen Hawking, as diferentes oscilações de uma corda dão origem a diferentes massas e cargas de força, que são interpretadas como partículas fundamentais. A Teoria das Supercordas levou os cientistas a imaginarem que o antigo sonho de Einstein de unificar todas as teorias estava agora ao alcance deles. Saiba mais na teoria a seguir.

6. Teoria de Tudo

Albert Einsten passou a buscar uma união das teorias físicas em um único conjunto de equações. Ele almejava uma teoria da unificação geral, ou uma Teoria de Tudo, que na época significava unir a relatividade com o eletromagnetismo. Com a descoberta das forças que agem dentro do átomo e a teoria quântica, a busca pela Teoria de Tudo ficou mais complicada ainda, mas vários cientistas continuaram a persegui-la.

Quando surgiu, a Teoria das Supercordas foi considerada durante algum tempo como a teoria fundamental do universo. Mas para ela dar conta de explicar todos os componentes da natureza em uma única teoria era necessário considerar que o universo tivesse dez ou 11 dimensões, isto é, seis ou sete dimensões a mais daquelas que conseguimos vivenciar no nosso espaço-tempo. E onde estariam essas dimensões? Segundo os cientistas, nós não as notamos pois elas estariam enroladas em si mesmas, como tubinhos bem pequeninos. dar pra imaginar?

5. Antimatéria

Essa aqui já é conhecida em vários filmes de ficção, mais ela é verdadeira! O físico britânico Paul Dirac resolveu em 1928 dar uma revisadinha na famosa equação E=mc2 e concluiu que Einstein “esqueceu” um detalhe. Segundo Dirac, Einstein considerou que a massa, o “m” na equação, era sempre positiva. Para o físico britânico, no entanto, o “m” poderia ter propriedades negativas também. Ao reescrever a equação, Dirac a definiu como: E = + ou – mc2. A conclusão dele era que deveríamos considerar a existência de antipartículas no nosso universo.

E o que seriam essas antipartículas? Nada mais do que o espelho da matéria normal. Cada antipartícula tem a mesma massa que a original mas com carga elétrica inversa. Desde então, vários experimentos têm provado a existência dessa antimatéria, com a descoberta dos posítrons, elétrons com caga positiva, e dos antiprótons, prótons com carga negativa. O contato da antimatéria com a matéria resulta numa explosão que emite radiação pura.

4. Princípio da Incerteza

O físico alemão Werner Heisenberg formulou a idéia de que nos experimentos quânticos quanto mais tentamos medir a posição exata, é quando menos conseguimos medir a sua velocidade e vice-versa. Isso porque, segundo Heisenberg, no mundo quântico é inevitável que a observação de seus fenômenos influencie o estado e a velocidade das pequenas partículas que o habitam. Assim o mundo quântico seria probabilístico, pois a cada tentativa de observá-lo afetamos ou a velocidade ou a posição de suas partículas. Isso faz com que haja uma incerteza em relação ao que se está observando. Por conta disso, boa parte das explicações sobre a mecânica quântica vêm de experimentos mentais criados pelos cientistas, baseados nas observações reais em nível quântico, mas levando em consideração o Princípio de Incerteza de Heisenberg, Bizarro?

3. Interpretação de Copenhague

Você acredita que a cadeira em que está sentado continuará a se “comportar” da mesma forma quando você não estiver por perto a observando?. Mas pode ser que isso não aconteça em outras situações. Segundo alguns cientistas, as partículas no universo quântico comportam-se dependendo do observador. E isso é explicado pelo que eles chamam de Interpretação de Copenhague. Segundo o físico Niels Bohr, um dos mais importantes cientistas de todos os tempos, uma partícula quântica não existe em um estado ou outro, mas em todos os seus possíveis estados ao mesmo tempo. Somente quando a observamos é que ela decide em que estado se apresentará, probabilisticamente (lembre-se do Princípio da Incerteza de Heisenberg). O fato dela poder se apresentar diferente a cada vez, por conta dos fatores envolvidos na observação, explica porque as partículas quânticas têm um comportamento irregular. Se pudesse ser aplicada a coisas bem maiores, a Interpretação de Copenhague significaria que, enquanto você não está observando, os móveis da sua sala podem estar fazendo a maior festa ou estarem simplesmente imóveis, tudo ao mesmo tempo.

2. Teoria dos Muitos Mundos

Essa teoria é o oposto da Interpretação de Copenhague. Ela afirma que, para cada possível resultado de uma ação, o mundo se divide em uma cópia de si mesmo. Se você aperta um revólver carregado contra a própria cabeça há duas possibilidades: o revólver dispara e você morre ou ele falha, não dispara e você vive. Segundo a teoria, ao apertar o gatilho o universo imediatamente se divide em dois, em um deles você morre, porque o revólver disparou, e no outro você continua vivo, porque a arma falhou.

A Teoria dos Muitos Mundos está relacionada com a ideia de universos paralelos. Para muitos, no universo quântico as partículas mudariam de “comportamento” em função de nossa observação. Para os adeptos da Teoria dos Muitos Mundos, na verdade, essa impressão vem do fato de estarmos observando apenas um dos vários universos possíveis em que aquela partícula existe.

1. Teoria do Princípio Antrópico

E ganhador da Teoria mais bizarra vai para… essa que você vai ler agora (:
Enquanto a Teoria do Big Bang mostrou a nossa insignificância perante o cosmo, a idéia do Princípio Antrópico tenta justamente provar o oposto. Basicamente ela diz que tudo que existe no universo existe por uma única razão: possibilitar a nossa existência. Provavelmente nem Alexandre, o Grande, conseguiu ser tão megalomaníaco quanto os cientistas que desenvolveram essa hipótese. Para eles, desde o Big Bang até o universo quântico, tudo conspira intencionalmente para um único fim: a existência do ser humano. De acordo com o Princípio Antrópico o homem é o centro e a razão de ser do universo. Seus defensores acreditam na hipótese de que os valores de determinadas constantes no cosmo não são simples coincidência. Um dos componentes dessa teoria é a ideia de que o nosso universo é apenas um dos muitos que existiriam em algo bem maior chamado de “multiverso”, um lugar formado por vários universos. Em alguns desses universos poderia estar acontecendo alguma espécie de evolução darwiniana que culminaria também com o surgimento da vida. Desacreditada no começo do século 20 por soar mais como teologia do que ciência, a idéia de que o universo foi feito sob medida para o homem tem ganhado a adesão de importantes cientistas nas últimas décadas. Acredite se quiser…
[Fonte: HowStuffWorks Brasil]

Conclusão

Não é a toa que dizem que existem cientistas loucos, essas teorias podem ser complicadas e bizarras mas claro que no fundo tem algum fundamento, pois os cientistas não iam ficar criando teorias absurdas só por criar.

O Que você acha dessas Teorias? qual a sua conclusão? deixe sua Opinião.

Porque existe maré alta e maré baixa?

Por Guilherme Farias em 26 de março de 2010

As marés alta e baixa estão ligadas à força gravitacional da Lua e da Terra

Na verdade a Lua atrai todos as corpos em sua direção, mas como as águas dos oceanos fluem mais livremente, a mudança é mais visível. Quando a Lua e a Terra estão alinhadas, a Lua exerce atração, no ponto mais próximo, sobre a água do mar.

Também a força gravitacional do Sol interfere nas marés, apesar de menos intensamente.
Nas luas nova e cheia as marés ficam mais agitadas pois é neste período que os astros Terra, Lua e Sol estão alinhados, ou seja, a força gravitacional devido à Lua e ao Sol somam-se formando a “maré alta”, no entanto nas luas minguante e crescente a posição do Sol e Lua formam um ângulo de noventa graus, prevalecendo assim a força devido a Lua, embora a atração do Sol (maré solar) minimize a maré lunar com pouca intensidade e forma se a “maré baixa”.

Uma curiosidade sobre o tema é que, por exemplo, poderíamos citar que a lua não se encontra na órbita da linha do equador, ela move-se semanalmente ao extremo 28°30′ (28 graus e 30 minutos) acima e abaixo da linha do equador, causando as marés em praticamente todos os pontos do nosso planeta.

Marte já foi parecido com a Terra

Por Guilherme Farias em 23 de março de 2010

O Planeta vermelho já foi parecido com a terra, há 2 bi de anos, Segundo os especialistas, ele tinha um grande oceano que ocupava um terço de sua superfície, o que deixava o planeta parecido com a Terra.

Imagens da sonda Viking, nos anos 1980. Mostram As formas longas e onduladas nos planaltos no norte de Marte são provavelmente as marcas remanescentes das margens de um oceano. Essas estruturas geológicas se estendem por milhares de quilômetros.

Porem dados topográficos coletados pela sonda da Nasa Mars Global Surveyor, na década de 1990, lançaram dúvidas sobre a possibilidade de elas serem marcas de um litoral. Cientistas afirmaram, em trabalho publicado na revista Nature, que o movimento dos pólos de Marte e o eixo de rotação teriam deflagrado a deformação de estruturas da superfície semelhantes às das supostas linhas costeiras.

O cientista Taylor Perron, da Universidade de Harvard disse “O pólo se mexe e dobra as linhas costeiras”, “Não temos a confirmação direta de que havia oceanos, porque a água não está mais lá. Mas o que fizemos foi eliminar uma das principais razões para duvidar que ela tenha um dia estado lá.”

Os pólos da Terra também já se moveram no passado. Em algum momento, uma grande alteração de massa em Marte fez com que seu pólo norte avançasse 50 graus, para sua posição atual, e a mudança na orientação do planeta modificou a topografia das costas, disse o físico Jerry Mitrovica, da Universidade de Toronto, que participou do trabalho.

O oceano pode ter coberto um terço da superfície de Marte durante a primeira metade da história do planeta, e teria desaparecido pelo menos há 2 bilhões de anos, por motivos desconhecidos, afirmaram os pesquisadores. “Proporcionalmente ao tamanho do planeta, o oceano teria sido para Marte o equivalente ao que o oceano Pacífico é para a Terra”, disse Perron. Ainda há alguma água em forma de gelo nos pólos marcianos, e alguns cientistas acreditam que haja mais embaixo da terra.

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