Maior rajada de vento do mundo alcançou 408 km/h

Por Guilherme Farias em 22 de janeiro de 2010

A maior rajada de vento da história alcançou 408 km/h e aconteceu no dia 10 de abril de 1996 no oeste da Austráliana, na Ilha de Barrow, segundo informou nesta sexta-feira (22) a Organização Mundial da Meteorologia (OMM).

O segundo lugar chegou a 372 km/h, e aconteceu em abril de 1934 no alto de um monte americano, de acordo com o grupo de especialistas encarregados de climas extremos da Comissão do Clima da OMM. Gaelle Sevenier, porta-voz da OMM, disse em entrevista coletiva que o “recorde” de velocidade do vento foi conhecido depois dos trabalhos de uma comissão criada há dois anos.

Neste período, explicou o porta-voz, foi preciso “recolher e juntar todos os dados em nível mundial, comprovar que eram verdadeiros, e consultar especialistas, um trabalho colossal, pois não se tratava de medir a velocidade de uma corrida, mas do vento”.

A OMM conclui dizendo que furacões, ciclones e tufões se referem a um mesmo fenômeno meteorológico, que inclui chuvas torrenciais e ventos de mais de 119 km/h. Para que um furacão alcance a categoria 5, deve ultrapassar os 249 km/h.

Supernova ameaça a camada de ozônio da Terra

Por Guilherme Farias em 12 de janeiro de 2010

A estrela T Pyxidis pode explodir com força para se transformar em uma supernova, isso poderá ameaçar a camada de ozônio da terra.

Cientistas identificaram uma estrela a 3.260 anos luz da Terra que pode se transformar em uma supernova e, nesse caso, ameaçar a camada de ozônio do planeta tornando-o inabitável. Os astrônomos americanos que identificaram a “bomba relógio” a partir de imagens do telescópio Hubble anunciaram a descoberta na reunião da Sociedade Americana Astronômica (AAS, na sigla em inglês), semana passada, em Washington DC.

Foto: BBC Brasil

De acordo com o astrônomo Edward Sion, da Villanova University, na Filadélfia, a estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova – corpos celestes que surgem depois de explosões de estrelas com mais de 10 massas solares.

A esta distância, dizem os astrônomos, a explosão poderia destruir a camada de ozônio da Terra, deixando o planeta vulnerável a radiações. A estrela já apresentou explosões menores no passado, em intervalos constantes de aproximadamente 20 anos, em 1890, 1902, 1920, 1944 e 1967. Mas a estrela não apresenta explosões há 44 anos, e os astrônomos não sabem a explicação.

Um novo estudo usando informações do satélite International Ultraviolet Explorer mostrou que a T Pyxidis está muito mais próxima da Terra do que se imaginava e que se trata, na verdade, de um sistema com duas estrelas em que uma delas atua como sol, e a outra, menor e mais densa, como anã branca.

A anã branca está ganhando massa com o gás vindo da estrela vizinha. Se sua massa ultrapassar 1,4 vezes a massa do sol – o chamado Limite de Chandresekhar – ela está destinada a sofrer uma poderosa explosão termonuclear que a destruiria e que poderia afetar também a Terra.

O evento, chamado supernova Tipo Ia, liberaria 10 milhões de vezes mais energia do que a explosão de uma nova (quando estrelas comuns chegam ao fim de sua vida útil), que dá origem às anãs brancas. As explosões que originam novas são muito mais comuns no universo do que as que originam as supernovas.

Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, as imagens do Hubble mostram que a T Pyxidis parece destinada a virar uma supernova. Mas apesar do risco, os astrônomos afirmam que não motivo para pânico, já que a estrela só deve chegar ao limite de Chandresekhar – provocando a massiva explosão – em 10 milhões de anos

Pesquisas procuram planetas parecidos com a Terra

Por Guilherme Farias em 10 de janeiro de 2010

Novas pesquisas podem descobrir exoplanetas parecidos com a Terra em quatro ou cinco anos, alguns apostam que isso acontecerá ainda em 2010
Um oficial de elite da Nasa e outros cientistas da agência espacial norte-americana afirmam que em quatro ou cinco anos devem descobrir o primeiro planeta parecido com a Terra onde a vida poderia se desenvolver, ou talvez já tenha se desenvolvido. Um planeta com o tamanho próximo do da Terra poderia até mesmo ser encontrado este ano se as informações preliminares de um novo telescópio espacial se confirmarem.

(imagen: AP/Nasa)

Na conferência anual da Sociedade Americana de Astronomia, esta semana, cada descoberta envolvendo os chamados “exoplanetas” – aqueles fora do sistema solar – apontaram para a mesma conclusão: planetas parecidos com a Terra provavelmente são fartos de vida, apesar de um universo violento de explosões estelares, buracos negros em atividade e galáxias em colisão.

O novo telescópio da Nasa e diversos novos estudos do repentinamente quente e competitivo campo de exoplanetas geraram um burburinho considerável na convenção. Cientistas estão falando sobre “um lugar incrivelmente especial na história” e mais próximo de responder à questão que vem perturbando a humanidade desde o início da civilização.

“A pergunta é: estamos sozinhos? Pela primeira vez, há um otimismo de que em algum momento nas nossas vidas nós vamos chegar a uma conclusão”, afirmou Simon “Pete” Worden, astrônomo que comanda o Ames Research Center, da Nasa. “Se eu fosse um homem de apostas, que eu sou, apostaria que não estamos sozinhos – há muita vida lá fora.”

Recentemente no dia 17 de dezembro, foi descoberto um planeta com atmosfera e agua, confira.

Satélite ajuda no combate da mudança climática

Por Guilherme Farias em 10 de janeiro de 2010

As Tecnologias criadas para missões espaciais vêm sendo cada vez mais usadas para beneficiar o meio-ambiente e economizar energia.
A Agência Espacial Européia (ESA) possui um programa especializado nesses chamados spin-offs – produtos gerados a partir de tecnologias destinadas a outro propósito.

Confira algumas das ideias já em uso graças ao patrocínio do Technology Transfer Programme e do Centro de Incubação de Negócios da ESA.

* Saber exatamente qual a quantidade de vento que passa por um local pode ser um problema – principalmente se consideradas as grandes altitudes que são colocadas as turbinas dos moinhos. Para maximizar a quantidade de eletricidade obtida de novas usinas eólicas, a empresa francesa Leosphere desenvolveu um pequeno instrumento que mede a velocidade e direção do vento a até 200 metros acima do solo. A tecnologia “lidar” é bastante parecida com a que será utilizada pela ESA em seu satélite Aeolus, que irá monitorar os ventos na atmosfera terrestre.

* O sistema ‘SolarSAT’, da italiana Flyby, foi criado para otimizar a produção de energia solar. Usando dados climáticos de satélites, ele prevê corretamente a quantidade de energia que deveria ser produzida em determinada área, e ajuda a corrigir falhas na implementação de projetos.

* Sensores cerâmicos em miniatura foram originalmente desenvolvidos para medir os níveis de oxigênio em volta de veículos espaciais que estivessem reentrando a órbita terrestre. Com patrocínio da ESA, a tecnologia é usada pela empresa alemã ESCUBE EME na criação de um sistema para controlar aquecedores industriais. O produto reduz o uso de combustível entre 10% e 15%.

* Frear ou acelerar o carro repetidas vezes causa um gasto desnecessário de combustível. Pensando nisso, o sistema GreenDrive combina informações sobre o tipo de carro, a localização e as condições da estrada para aconselhar o motorista sobre o modelo mais econômico para direção. O programa diz quando é melhor acelerar, frear ou manter a velocidade constante. Em média, isso resulta em economia de 15% a 25% de combustível.

No mês passado foi anuciado aqui no blog que o EUA terá energia solar captada por satélite em 2016.

Galáxia da pistas de como era o universo

Por Guilherme Farias em 09 de janeiro de 2010

Uma galáxia a 200 mil anos-luz de distância vem fornecendo pistas de como era o universo há bilhões de anos.
O telescópio espacial Spitzer capturou imagens da Pequena Nuvem Magellanica, galáxia próxima e relativamente grande que permite o estudo da formação de estrelas em diferentes estágios e ângulos.

Além de próxima da Terra, ela possui características que os astrônomos acreditam serem similares às das jovens galáxias existentes no início do universo. Imagens como essa ajudam a entender o ciclo de vida da poeira estelar.

As lentes infravermelhas captam o que cientistas chamam de poeira estelar reciclada – aquela que é absorvida por novos sistemas solares e expelida pelos velhos.
* O azul mostra as estrelas mais antigas
* O verde mostra poeira orgânica
* Vermelho indica formações de estrela.
A Pequena Nuvem Magellanica tem apenas um quinto de todos os elementos pesados (como o carbono) presentes na Via Láctea. Isso significa que suas estrelas são tão jovens que não tiveram tempo de jogar esses elementos de volta ao ambiente – elementos esses que foram necessários para o surgimento da vida na Terra.

As pesquisas recentes indicam que, diferentemente do que se pensava, ambas podem não orbitar ao redor da Via Láctea. Acredita-se que elas devem estar simplesmente passando ao nosso lado enquanto seguem seu próprio caminho mas, apesar de não ditar o curso das Magellânicas, a nossa galáxia é responsável pelas forças de interação que geraram novas estrelas dentro delas.

Outra hipóteses é a de que a Grande Nuvem Magellanica possa vir a engolir sua pequena companheira.

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