O perigo dos endereços reduzidos

Por Guilherme Farias em 03 de outubro de 2009

Saiba quais são os perigos das “short urls” que circulam por aí e conheça alguns cuidados para não ser pego de surpresa ao acessar endereços pouco confiáveis.
Qualquer pessoa que já teve algum tipo de contato com a internet já acessou uma URL. São os endereços eletrônicos – os links – pelos quais você consegue acessar o conteúdo de um site específico.
Com o crescimento do Twitter, o compartilhamento de endereços eletrônicos, que já era algo bastante utilizado, tomou uma nova proporção. Agora você é capaz de compartilhar notícias em tempo real, mostrar imagens e ainda divulgar seu site para os amigos (e desconhecidos).
A grande sacada, porém, é que você precisa dar seu recado em apenas 140 caracteres. Como grande parte das URLs são extremamente compridas, algumas chegando a muito mais dos caracteres disponíveis no Twitter, vários serviços surgiram para diminuir o tamanho dos endereços.

Sites como o Bit.ly, TinyURL, Migre.me e tantos outros suprem a demanda de encurtar URLs, para que assim o usuário possa usar poucos caracteres no link, além de escrever ou comentar a informação contida em determinado site.

O perigo ronda seu Twitter
Mas é preciso ficar de olho naquilo que você recebe no Twitter, para que não seja alvo de vírus, spammers e outros males que possam afetar sua vida virtual e seu computador. O grande problema das URLs encurtadas é a dificuldade de saber o que você irá acessar até que você, de fato, clique no link.
É exatamente por este motivo que muitos emails de phishing, por exemplo, usam este tipo de serviço para capturar informações do usuário. Uma vez que o filtro não reconhece este endereço e a sua procedência, não pode fazer nada a respeito para julgar o link desconhecido.

Como evitar
Você se lembra da mãe dizendo: não aceite doces de estranhos? Pois é, pode parecer bobagem, dada a natureza do Twitter, mas uma forma de não ser atingido por links “malditos” é clicar apenas em endereços provenientes de pessoas conhecidas.
Ok, mas pelo menos clique em links de pessoas que você sabe serem confiáveis. Perfis falsos, por exemplo, não são necessariamente confiáveis, afinal, já roubaram a identidade de alguém. Para famosos, uma dica é ver no site oficial se esta pessoa de fato utiliza o Twitter antes de seguí-la.

Para quem acessa o Twitter da área de trabalho, alguns complementos (como o Echofon) permitem que você veja a procedência do site antes de clicar na URL curta (para sites que suportam este serviço). Pode ser algo simples, mas é um diferencial na hora de se proteger dos malwares.

Caso o seu complemento não aceite este tipo de tarefa, uma ótima dica é o site Untiny.me. Inserindo apenas o link curto você verá o endereço original da mensagem. Assim, caso fique desconfiado de algum link (tanto no Twitter como no email), será possível resolver o problema.

Conclusão
Os links curtos estão aí e vieram para facilitar a vida de muitos usuários. O que conta, na realidade, é ficar sempre com o “modo de segurança” ligado, e desconfiar de endereços desconhecidos enviados por pessoas estranhas, seja no Twitter, Orkut ou pelo email. Os nossos componentes eletrônicos agradecem.

Rank – As Melhores de banda Larga do Mundo

Por Guilherme Farias em 01 de outubro de 2009

Coreia do Sul tem melhor banda larga do mundo; Brasil fica na 45ª posição
Ranking anual mede a qualidade da internet rápida de 66 países.
Japão, Suécia, Lituânia e Bulgária também estão no topo da lista
A Coreia do Sul ultrapassou o Japão e a Suécia e assumiu a liderança em ranking anual que mede a qualidade da banda larga dos países, ajudada por incentivos do governo para tornar a nação como líder no mundo de tecnologia da informação, mostrou um estudo.
A pesquisa, conduzida pelas universidades de Oxford e Oviedo e patrocinada pela Cisco, mostrou que 62 de 66 países analisados melhoraram a qualidade dos serviços de internet rápida, do ano passado para cá.
A relevância da banda larga com qualidade está aumentando, já que novos aplicativos de internet — como TV de alta definição — precisam de conexões mais rápidas e melhores, avaliou o levantamento.
Os nove países mais bem colocados no ranking — Coreia do Sul, Japão, Suécia, Lituânia, Bulgária, Letônia, Holanda, Dinamarca e Romênia — já possuem banda larga com qualidade para tais aplicações.
O Brasil aparece na 45ª posição no estudo, atrás de dois dos outros três países que compõem o grupo dos Bric: Rússia está em 18º lugar e China na 43ª colocação, enquanto a Índia ocupa a 63ª posição.
Na classificação por cidades, os municípios japoneses Yokohama e Nagoya aparecem no topo da lista, à frente de Kaunas, na Lituânia.

TVs FED a nova tecnologia

Por Guilherme Farias em 01 de outubro de 2009

FED: uma nova tecnologia que promete imagens de até 240 quadros por segundo
Atualmente, conforme novas televisões são lançadas no mercado, dificilmente vemos uma inovação que seja, de fato, “gritante”. As melhorias são sempre as mesmas: uma resolução muito maior do que você já havia visto (HD, Full HD etc.), mais funções, entradas e até menor espessura.
Algumas televisões até apresentam conceitos que melhoram bastante a experiência do telespectador, seja colocando luzes em volta ou usando a tridimensionalidade de cinemas como o IMAX nos aparelhos domésticos.
Mas, o que realmente virá depois das televisões de tubo (CRT), plasma e LCD? Qual é a nova tecnologia que vai dominar as nossas salas de estar nos próximos anos?

As televisões FED
Há uma nova tecnologia de imagem que surgiu, e o seu nome é FED (Field Emission Display ou Tela de Emissão de Campo, em uma tradução livre). Juntando tecnologias de todos os outros aparelhos em um só, a promessa é de que uma tela dessas tenha a incrível capacidade de mostrar de 24 a 240 quadros por segundo.
Mesmo que o olho humano nem consiga enxergar tamanha quantidade de quadros por segundo, isso faz com que sejam possíveis contraste e nitidez incríveis, sem praticamente nenhum borrão na tela — por mais que haja um extremo movimento acontecendo. A qualidade é, de fato, impressionante.

Como funciona?
Os FED são como os CRT, pois cada um dos pixels individuais é capaz de emitir luz. A diferença é que nos CRTs é comum que existam três canhões de elétrons, e nos FEDs há até centenas de pequenos emissores atrás das camadas, sendo utilizada uma camada revestida de fósforo, que distribui a luz quando ativada por elétrons. Isso tudo faz com que seja possível controlar cada pixel.
A camada de fósforo é o FED em si, que usa emissores de cátodo-frio atrás de cada ponto de fósforo. Isso possibilita a emissão de elétrons através da chamada emissão de campo, como o nome da tela já sugere. Através de um endereçamento em uma matriz X-Y ligada ao cátodo-frio, colocados em oposição a uma placa transparente do fósforo, os elétrons se aceleram até que cheguem à superfície do fósforo e o FED emite luz.

Além da melhor qualidade, há mais vantagens?
As televisões que utilizam a tecnologia FED apresentam sim, inúmeras vantagens. Apesar de algumas controvérsias em relação ao custo de se produzir essas telas, vários testes e conclusões foram feitas em relação a inúmeros benefícios que poderiam ser alcançadas.
Foi possível perceber com as telas FEDs, por exemplo, que é possível obter espessuras até menores do que algumas televisões LCD. Alé
m disso, apesar de parecer o oposto, já que as televisões CRT consomem mais e a FED é baseada nelas, essa nova tecnologia apresenta uma economia de energia muito maior. Também há o fato citado acima, de cores mais realistas (do preto realmente preto). E a temperatura suportada por essas telas é absurda, indo de -30 à 80° C.

Experiências com o FED
Já há algum tempo, o FED está sendo apresentado em várias feiras de tecnologia, sempre mostrando comparações em relação às outras telas, principalmente CRT e LCD. A intenção é mostrar justamente a taxa de quadros por segundo, dos 24 aos 240 quadros em um único segundo.
Mas, quem estava investindo nas telas FEDs era a Sony. E, sem estar contente nas demonstrações com apenas discos BluRay, resolveram ligar um PlayStation 3 com o Gran Turismo 5 para mostrar às pessoas a capacidade das novas telas. O resultado foi estonteante, já que as pessoas se surpreendiam muito com a qualidade das imagens, sem nenhum tipo de interferência ou problema visual.

Quando teremos essa tecnologia disponível?
A previsão era de que a fabricação começasse em 2009. Depois, tudo foi adiado para 2010. Mas, o problema maior surgiu quando a Sony parece ter desistido de fabricar telas FED. Infelizmente, segundo a empresa, não há recursos financeiros suficientes para tamanho investimento de produção de telas FED. Sendo assim, não se sabe quando finalmente poderemos comprar televisões com essa tecnologia para termos em nossa casa.

Camera Digital – Formato de imagem RAW

Por Guilherme Farias em 01 de outubro de 2009

Descubra quando e por que usar este formato de arquivo de imagem, além dos motivos que o levam a ser o mais recomendado pelos profissionais.
Quando você fotografa alguma coisa em sua câmera digital, você sabe o que acontece lá dentro para que a luz atravessando a lente se transforme na foto que você depois vai subir para algum álbum na internet? Esse processo de captura da imagem é a primeira parte do entendimento do que é o formato de imagem RAW (o nome vem do termo inglês para cru, e você já vai entender porque).
Quem chegou a fotografar com filme talvez tenha mais facilidade para entender o que é exatamente esse formato de arquivo, mas isso não impede que a geração digital também alcance essa compreensão.

O “negativo da fotografia digital”
Não é a melhor comparação a ser feita, mas provavelmente ajuda a entender um pouco melhor essa história de formato RAW. O que acontece na câmera digital no exato momento da exposição é um processo físico envolvendo sensores fotossensíveis, que ao receberem luz irão gerar energia elétrica. Tanto os sensores CCD (coupled-charge device – dispositivo de carga acoplada) quanto CMOS (complementary metal oxide semiconductor – semicondutor de óxido metálico complementar) funcionam dessa mesma forma

Cada um dos milhões de pixels que compõem o sensor recebe – quando o botão é pressionado – uma quantidade de luz e a partir disso, gera um sinal que será enviado a um processador. Em frações de segundo, este processador interpreta os sinais enviados por cada pixel, e cria um mapa de todos os pontos. Esse mapa é a imagem obtida pelo sensor. Na maioria das câmeras, durante a interpretação dos dados enviados pelos pixels, o processador da câmera já aplica também diversos filtros e efeitos no mapa, gerando uma foto previamente tratada. Quando isso ocorre, o arquivo criado é normalmente salvo em formato JPEG.

Mas, e o RAW, onde está?
Uma coisa importante a ser entendida é que o processador da câmera não é muito poderoso – e provavelmente ainda vai levar um bom tempo até que chegue perto da capacidade de um chip de um computador completo, por exemplo. Assim sendo, os efeitos, os filtros e até mesmo a interpretação dos dados do sensor geram pequenas falhas na imagem final, diminuindo sua qualidade.

Agora respondendo de forma simples à pergunta do título, na metade do caminho. Reveja o gráfico ali em cima, e pense no passo onde começa a queda de qualidade da imagem. Já que o RAW fornece imagens de qualidade muito superior, é de se esperar que tudo o que acontece na câmera e comprometa a fotografia final seja eliminado deste arquivo, certo?

Pois é exatamente isso que o formato RAW faz. Como foi dito anteriormente, o processador da câmera é o responsável por aplicar uma série de tratamentos aos dados do sensor, e esses efeitos comprometem a foto final, certo? Para evitar esse comprometimento, basta evitar que a imagem seja processada, não é mesmo?

Ou seja, ao invés de uma imagem JPEG que foi criada no processador da câmera, o arquivo RAW é um banco de dados enorme, contendo toda a informação captada pelos milhões de pixels do sensor da câmera, sem nenhuma alteração. Com isso, você pode aplicar todo o tratamento descrito ali em cima no seu computador, que é muito mais potente que o processador da câmera.

CR2, NEF e outros
Cada fabricante de câmera fotográfica usa um sensor diferente, certo? Assim, cada sensor monta as informações de sua captura de uma forma diferente e, portanto, cada fabricante tem um formato RAW diferente em seus equipamentos.

E o tal DNG?
Aqui existe uma confusão. O DNG (digital negative – negativo digital) não é um formato de arquivo de verdade, e sim um encapsulamento. A Adobe criou esse padrão para facilitar o reconhecimento de formatos RAW antigos em aplicativos recém-lançados, desde que o arquivo anterior tenha sido convertido para o padrão DNG.

Para que serve?
O formato RAW permite que o fotógrafo, ao processar a imagem no seu computador, realize vários ajustes manuais no arquivo, ao contrário do JPEG feito na câmera, que é inteiro baseado em ajustes automáticos. Com isso, o controle do fotógrafo sobre o resultado final da fotografia é muito maior, garantindo o melhor resultado possível para cada captura.
Claro que não é todo mundo que precisa fotografar em RAW. As imagens JPEG das câmeras atuais têm uma qualidade muito boa, e os acertos automáticos costumam dar bons resultados. Fotografar em RAW é indicado para quem precisa tratar suas fotos mais profundamente.
Assim como o amador antigamente levava seu filme para revelar em laboratório comercial, hoje ele deixa a câmera processar sua imagem. Já o profissional que pretende controlar todas as etapas do seu trabalho, este usa o RAW como antes se usava a sala-escura.

Punch – Imprima fotos sem usar tinta

Por Guilherme Farias em 01 de outubro de 2009

Conheça o novo projeto da câmera que imprime fotos sem precisar de tinta e com custo praticamente zero.
Faz um tempo que as tradicionais câmeras Polaroid disseram adeus ao mercado. O grande atrativo delas era justamente imprimir fotos instantaneamente depois de tiradas, sem precisar de revelação. Agora, grande parte das câmeras digitais já permite visualização das fotos tiradas no mesmo instante, tornando essa necessidade de vê-laso no mesmo momento um pouco obsoleta.

Mas uma coisa que as câmeras digitais não fazem e as polaróides faziam e a revelação de fotos permite é a conservação da memória em um meio físico. Muitas famílias se divertem vendo álbuns de fotografias e relembrando os momentos do passado. Atualmente, graças às câmeras digitais e a possibilidade de impressão caseira em resolução menor, a demanda por revelação e impressão profissional de imagens caiu, encarecendo o processo.
Foi pensando na necessidade de preservar as fotos em um meio físico não digital e no custo de impressão das mesmas que o estadunidense Matty Wyatt Martin desenvolveu a máquina Punch, uma máquina digital diferente, para imprimir na hora as imagens tiradas.

Como Funciona
A idéia de Martin era permitir a materialização da imagem instantaneamente, preservando o momento, levando em consideração o custo do processo. Ele então desenvolveu um sistema que cria furos em qualquer pedaço de papel, imitando as imagens pontilhadas. Quanto maior o furo, mais escura fica a imagem.

Inicialmente a câmera teria o tamanho de uma carteira, com um visualizador das imagens tiradas. Ela funcionaria como uma digital tradicional, guardando as fotos em sua memória. Depois seria possível escolher a imagem preferida, alterar a qualidade da mesma, deixá-la em tons de cinza, colocar um papel em seu sistema e literalmente dar um soco na câmera para que essa pressão fizesse os furos necessários no papel. Por isso seu nome: Punch, em inglês, quer dizer literalmente “Soco”.

Com o desenvolvimento mais aprimorado de seu projeto, atualmente a câmera tem um tamanho muito mais reduzido e ela funciona a partir de uma chave. Tira-se a imagem que já é capturada na resolução da impressão. Coloca-se então um papel qualquer, que pode ser uma folha de caderno, um bilhete ou cartão de visitas, gira-se essa chave e a máquina vai produzindo os furos necessários para realizar a impressão.

Memória ou qualidade?
A idéia de Martin não é ter imagens em alta resolução, mas sim preservar a memória daquele momento de forma física. Ele imagina um cenário onde você encontrar uma pessoa, tira uma foto com ela e pode imprimir em uma folha de papel várias dessas imagens para que todos possam recordar e ter consigo esse momento. Também é possível causar uma boa impressão do momento em um encontro de negócios, pois uma imagem tirada com um cliente ou possível contato profissional pode ser impresso no cartão de visitas.
O Punch não oferece imagens em alta resolução ou imagens em cores. A idéia de cor é trazida pelos furos no papel que oferecem uma idéia de preto. Imprimir uma imagem dessas em um papel branco e colocá-la sobre um fundo preto apresenta melhor a qualidade real da imagem. A máquina tem furadores em vários tamanhos, para trazer a ilusão de tonalidades de cinza. Visto a uma distância, uma imagem dessas teria a resolução de uma imagem simples em preto e branco.
A idéia dessa câmera é dar preferência à memória afetiva de um momento ao invés da qualidade da imagem. Tudo isso a um custo praticamente zero. Qualquer papel pode ser usado, sem necessidade de marcas ou produtos especiais. Também não é necessário cartuchos ou nenhum outro dispositivo especial para isso, bastando girar a chave. Toda energia necessária para o processo é produzida ao girar essa chave.

Conclusão
Para quem busca imagens em alta qualidade, vale mais a pena permanecer com ou buscar as novas câmeras digitais ou as antigas fotográficas de filme. Mas quem busca eternizar um momento, uma memória ou uma ocasião única, a Punch oferece isso de forma fácil e barata. E as possibilidades de uso da câmera são várias.

Sair uma tarde com alguém especial e poder eternizar o momento em um bilhete, ou aproveitar a oportunidade de alguém lembrar o seu rosto no cartão de visitas ou fazer brincadeiras utilizando as imagens recortadas com luz e sombra: para fazer isso e muito mais, basta imaginação. Talvez o uso dessa câmera retome um pouco da necessidade afetiva de se ter em mãos a imagem física para se recordar o evento, sem precisar vê-la em um display digital ou gastar para revelá-la em papel fotográfico.

Ainda não existem previsões de lançamento mundial, preço de venda ou disponibilidade de mercado. Mas se você gostou da ideia, pode visitar o site do desenvolvedor.

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